18/04/2026

 Estudo DORES E JUSTIÇA do livro LEIS MORAIS DA VIDA



Leitura Inicial: VIDA FELIZ - 137

Não obstante o relacionamento afetivo e social que manténs, os testemunhos que te dimensionarão em outra posição fazem-se sempre sem condições de surpresa, colhendo as pessoas a sós.

Os afetos, os amigos, os companheiros, poderão partilhar-te as dores, porém, a tua, será sempre uma cruz pessoal.
Nem poderia ser diferente.
Ao amparo da justiça divina, cada homem resgata de acordo com a dívida e cresce conforme a circunstância em que delinquiu.
Equipa-te de paz e fé, preparando-te para a ascensão que se te impõe, inevitável.


DORES E JUSTIÇA


Semelhantes a sementeira produtiva, imbatível, ei-los que retornam.

Sofrimentos que supunhas superados dilacerando as fibras do espírito; obstáculos imprevisíveis de que já esqueceras, causando receios justificados; danos morais para os quais te acreditavas preparado, espezinhando tua fortaleza íntima; enfermidades contínuas cansando tuas disposições de otimismo; problemática financeira reduzindo possibilidades aquisitivas; angústias que dormiam anestesiadas, volvendo, imprevisíveis, ameaçadoras; debandada de amigos e afetos que foram adiante, deixando-te quando deles mais necessitavas...

E, inumeráveis outras conjunturas afugentes, conspirando contra os teus esforços de progresso e ascensão.

Todavia, só assim progredirás, ascenderás.

O aguilhão é, por enquanto, o mais eficaz impulsionador para muitos espíritos.

Clima de paz, conforto fácil e família ditosa geralmente criam problemas outros, que somente no grabato de aflições vigorosas podem ser considerados.

Não recalcitres, por isso, nem renteies com os desesperados, engrossando suas fileiras. Isto também passará, como já transitaram no tempo e no espaço outras conjunturas e acontecimentos.

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Os que se supõem vitoriosos estão semeando o amanhã...

Não poucos deles, embora fartos, atiram-se açulados pela monotonia que dizem sofrer aos espetáculos fortes da leviandade que produz loucura, tentando emoções novas.

Correm atônitos ou desfilam fantasiados e iludidos, invejados, mas igualmente insaciados.

Refestelam-se na comodidade, todavia, carregam outros problemas, que não te são peculiares, graças à posição em que te situas.

Agradece a Deus ‘a carga de penas que te sobrecarrega, no entanto te proporciona benéficas reflexões, fazendo-te sonhar com o amanhã tranqüilo.

Não penses exclusivamente em termos de atual reencarnação.

Reflete na dimensão da vida futura, a verdadeira, e promove os teus dias porvindouros carpindo e resgatando as dores que te alcançam, provindas de qualquer procedência, certo de que a justiça da paz te encontrará, como já te atingiu a justiça para o resgate...

A libertação não precede a caminhada redentora.

Não te amofines, prosseguindo otimista, haja o que houver.

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Livro LEIS MORAIS DA VIDA, 39 - por Joanna de Ângelis e Divaldo Franco.

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17/04/2026

ESTUDO AGENDA CRISTÃ - 10 - NOS MOMENTOS GRAVES


Leitura Inicial: VIDA FELIZ - 81


Jesus disse: "Não se turbe o teu coração", ensinando que a calma e a confiança em Deus devem ser o lema de toda criatura que deseja encontrar a felicidade.

Nunca faltam motivos para preocupações, inquietando o coração, perturbando a vida.

A existência humana é uma oportunidade de valorização dos bens eternos e de iluminação íntima.

Se colocas as tuas ansiedades em Deus e Lhe confias a tua vida, tudo transcorre normalmente, e, se algo perturbador acontece, a serenidade assume o controle da situação e age com acerto.

Deste modo, não te permitas turbar o coração nem a mente, ante as ocorrências malsucedidas.


NOS MOMENTOS GRAVES


Use calma. A vida pode ser um bom estado de luta, mas o estado de guerra nunca uma vida boa.

Não delibere apressadamente. As circunstâncias, filhas dos Desígnios Superiores, modificam-nos a experiência, de minuto a minuto.

Evite lágrimas inoportunas. O pranto pode complicar os enigmas ao invés de resolvê-los.

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Se você errou desastradamente, não se precipite no desespero. O reerguimento é a melhor medida para aquele que cai.

Tenha paciência. Se você não chega a dominar-se, debalde buscará o entendimento de quem não o compreende ainda.

Se a questão é excessivamente complexa, espere mais um dia ou mais uma semana, a fim de solucioná-la. O tempo não passa em vão.

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A pretexto de defender alguém, não penetre o círculo barulhento. Há pessoas que fazem muito ruído por simples questão de gosto.

Seja comedido nas resoluções e atitudes. Nos instantes graves, nossa realidade espiritual é mais visível.

Em qualquer apreciação, alusiva a segundas e terceiras pessoas, tenha cuidado. Em outras ocasiões, outras pessoas serão chamadas a fim de se referirem a você.

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Em hora alguma proclame seus méritos individuais, porque qualquer qualidade excelente é muito problemática no quadro de nossas aquisições. Lembre-se de que a virtude não é uma voz que fala, e, sim, um poder que irradia.

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Extraído do Livro: AGENDA CRISTÃ - 10, por Emmanuel e Francisco Cândido Xavier

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03/04/2026

 ESTUDO AGENDA CRISTÃ - 08 - IRMÃOS EM PERIGO     

       



LEITURA INICIAL: VIDA FELIZ 95:

Refreia os impulsos, que procedem dos instintos desgovernados, e age sob o comando da razão.

É verdade que o sentimento bom deve derreter o gelo da lógica racional, no entanto, muitas vezes, a frieza da emoção ou a sua loucura agressiva necessitam da vigilância do raciocínio.

Cérebro e coração devem atuar juntos, proporcionando as vantagens do equilíbrio e do comedimento, em favor de uma vida sadia.

Ouve com o sentimento e age com a razão, dosando bem a participação de cada um.


IRMÃOS EM PERIGO


São Irmãos em Perigo:

  • Os que pretendem transformar o próximo, de um dia para outro, a golpes verbais.

  • Os que descobrem pareceres inteligentes e bons conselhos para todas as pessoas, distraídos dos problemas que lhes são próprios.

  • Os que colocam a mente em outro mundo, de maneira absoluta, sem atender aos deveres do mundo em que respiram.

  • Os que permanecem incessantemente preocupados em se defenderem.

  • Os que fazem dez projetos maravilhosos por dia sem concretizar nenhum deles em dez anos.

  • Os que reconhecem a grandeza das verdades divinas, mas que jamais dispõem de tempo para cultivá-las, em favor da própria iluminação.

  • Os que adiam indefinidamente para amanhã o serviço da compreensão e do amor ao próximo.

  • Os que se sentem senhores exclusivos de todos os trabalhos no campo da caridade, sem distribuir oportunidades de serviço aos outros.

  • Os que declaram perdoar a ofensa, mas que nunca conseguem esquecer o mal.

  • Os que encontram ensejo de se entediarem da vida.

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Extraído do Livro: AGENDA CRISTÃ - 08, por Emmanuel e Francisco Cândido Xavier

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28/03/2026

 AUTODESCOBRIMENTO - UMA BUSCA INTERIOR




LEITURA INICIAL:

AUTODESCOBRIMENTO


Aprofunda a auto-análise e tem a coragem de te desnudares perante a própria consciência.

Enumera as tuas mais graves emoções perturbadoras e raciocina sobre a sua vigência no teu comportamento.

Enfrenta-as, uma a uma, não as justificando, nem as escamoteando sob o desculpismo habitual.

O homem que se conhece possui um tesouro no coração.

Cada vez que te resolvas por te autodescobrires, conduze uma proposta de libertação.


MOMENTOS DE ILUMINAÇÃO - Por Joanna de Ângelis e Divaldo Franco


Um Texto de referência ao estudo:

AUTODESCOBRIMENTO: DESBRAVANDO A SÍ PRÓPRIO


Quando adentramos pela História das grandes descobertas marítimas, é natural que nos extasiemos. Vikings, com seus barcos compridos e esguios, com linhas de remos nas laterais, uma única vela, cujo casco deslizava sobre ondas bravias em vez de perfurá-las, num truque de engenharia náutica para driblar as tempestades do Norte.

Os fenícios com suas embarcações de duas ou três fileiras de remos – birremes ou trirremes e até trinta e cinco metros de comprimento, copiadas por gregos e romanos, que as usaram para dominar a navegação no Mediterrâneo.

Os navios chineses, que chegavam a levar duzentas toneladas de carga, o que lhes permitia uma garantia de sete mil quilômetros, o suficiente para cruzar o Atlântico, sem paradas.

As caravelas portuguesas, com suas velas triangulares que permitiam navegar, na direção contrária aos ventos, com muito mais rapidez e segurança.

De se admirar os fenícios, um povo de população diminuta e de humilde ocupação territorial, em torno de duzentos e cinquenta quilômetros da atual costa libanesa, com cidades importantes como Tiro, Sídon e Biblos.

Suas colônias mediterrâneas eram simples feitorias que mal adentravam no continente. Tendo sido tão poucos, é surpreendente o tanto que realizaram.

Dentre seus méritos náuticos estão as rotas até a Bretanha e o mar Báltico, quando nenhum outro povo nem sequer sonhava ir tão longe.

E a circum-navegação da África, mais de dois mil anos antes de Vasco da Gama. Tudo isso eles fizeram sem o uso de mapas, contando apenas com a habilidade para construir seus navios e navegar.

Homens de coragem, de visão. Homens que sonhavam sem limites, que desejavam descobrir o desconhecido, o inexplorado.

Na atualidade, vivemos a exploração espacial, esse conjunto de esforços do homem em estudar o espaço e seus astros, fazendo uso de satélites artificiais, naves e sondas espaciais.

Em algumas missões, seres humanos se lançam no espaço e é realidade uma estação espacial internacional, cuja construção foi concluída em 2011.

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Descobertas, arrojo, entusiasmo são as marcas registradas

 dos navegadores do ontem, dos astronautas do hoje.

Há, no entanto, um local para o qual todos deveríamos migrar, em verdadeiro papel de exploradores: a intimidade de nós mesmos.

Essa viagem nos levaria ao autodescobrimento: Quem somos? Que tipo de seres somos: simples, desataviados, amorosos?

Ou pessoas complexas, criadoras de problemas, geradoras de inquietação onde quer que nos situemos?

Somos flores que engalanam o jardim da vida ou espinheiros que enfeiam a paisagem e agridem quem se aproxime?

Sim, é preciso coragem para navegar pelas águas turbulentas que conduzem ao mar da intimidade de nós mesmos.

É preciso ser destemido para encarar os monstros que se asilam, adormecidos, desejando despertar, famintos e abusados: ciúme, inveja, ódio, ambição.

As águas territoriais que conduzem ao continente interior são, normalmente, atormentadoras.

E, quais novos argonautas, não em busca do velocino de ouro, mas da realidade interior, o grande desafio é a descoberta de si próprio, é o reconhecimento das próprias virtudes e vícios, a fim de alcançar os louros da vitória sobre si mesmo.

Iniciemos a grande viagem ainda hoje ao país da alma.

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Extraído do Momento Espírita

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