Leitura Inicial: VINHA DE LUZ, 129:
SERVIÇO
DE SALVAÇÃO
“E
acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será
salvo.” — (ATOS, 2.21)
Os
Espíritos mais renitentes no crime serão salvos das garras do mal,
se invocarem verdadeiramente o amparo do Senhor.
E é
forçoso observar que chega sempre um instante, na experiência
individual, em que somos constrangidos a recorrer ao que possuímos
de mais precioso, no terreno da crença.
Os
próprios materialistas não escapam a semelhante impositivo da luta
humana; qual ocorre aos demais, nas contingências dilacerantes
requisitam o socorro do dinheiro, da ciência provisória, das
posições convencionalistas, que, aliás, em boa tese, auxiliam mas
não salvam.
Indispensável
se torna recorrer a Jesus para a solução de nossas questões
fundamentais.
Invoquemos
a compaixão d’Ele e não nos faltará recurso adequado. Não
bastará, contudo, tão somente aprender a rogar. Estudemos também a
arte de receber.
Às
vezes, surgem diferenças superficiais entre pedido e suprimento. O
trabalho salvador do Céu virá ao nosso encontro, mas não
obedecerá, em grande número de ocasiões, à expectativa de nossa
visão imperfeita. Em muitos casos, a Providência Divina nos
visita em forma de doença, escassez e contrariedade…
A
miopia terrena, todavia, de modo geral, só interpreta a palavra
“salvação” por “vantagem imediata” e, por isso, um leve
desgosto ou uma desilusão útil provocam torrentes de lamentações
improdutivas.
Apesar
de tudo, porém, o Cristo nunca deixa de socorrer e aliviar e o Seu
sublime esforço de redenção assume variados aspectos tanto quanto
são diversas as necessidades de cada um.
Texto do Estudo:
REFLETINDO
SOBRE A DOR
A dor
tem sido, em todas as épocas da Humanidade, uma constante entre os
seres.
Instala-se
de forma inesperada e passa, a partir daí, a ser o centro das
atenções, modificando planos, alterando rumos.
Quando
detestada, suas reações são violentas, tornando-se ainda mais
forte. Quando aceita, seus efeitos são mais brandos.
A
verdade é que a dor se faz conhecida de todos e ninguém pode lhe
impedir a presença.
Ela
assume as mais variadas facetas e depois que encerra um ciclo,
prepara, para um novo cometimento, a sua oportuna aparição.
Ora
são as dificuldades econômicas que afligem, ora a solidão afetiva
que o dinheiro não consegue aplacar.
Ali é
o ódio que dilacera os tecidos íntimos do ser, acolá são as
garras das enfermidades irreversíveis que reduzem a pó as mais
sinceras esperanças.
São
amores que partem para o outro plano da vida, sem nem mesmo um último
adeus. São mentiras que destroem sonhos e afastam corações amigos.
A dor,
como ferramenta divina de depuração, submete e atinge, sem exceção,
todas as criaturas.
Os
prepotentes, que a desconsideram, não chegam ao termo da jornada sem
lhe experimentar a companhia.
Os
orgulhosos, que a desprezam, considerando-se inalcançáveis,
encontram-na logo adiante.
Seu
cerco é invencível.
* * *
Instrumento
da Lei de Deus, a dor serve como benfeitora anônima que a
todos visita.
Sua
ação não é resultado do acaso, tampouco pode ser considerada como
uma ocorrência injusta.
Nossas
atribulações nada mais são do que consequências de equívocos do
passado, exigindo a cabível reparação e o devido resgate.
São
repercussões da violação das Leis Divinas.
São
ocasiões benditas de aprendizado e refazimento.
A dor,
que a muitos amesquinha, humilha e atordoa, deve constituir estímulo
de crescimento e evolução, a fim de que alcancemos a grande vitória
sobre nós mesmos.
Não
temamos. Não nos deixemos dominar pelo sofrimento e pela sensação
de autocomiseração.
Quando
um motivo de dor ou de contrariedade nos atingir,
elevemo-nos acima das circunstâncias, dominando os impulsos de
impaciência, de cólera ou de desespero.
Podemos,
pela própria vontade, domar ou vencer a dor, ou, pelo menos,
fazer dela meio de elevação.
A dor serve
para polir, lapidar, esculpir e edificar as verdadeiras qualidades do
Espírito imortal.
Lembremo-nos: Bem-aventurados
os aflitos porque têm a oportunidade de provar a sua fé, a sua
firmeza, a sua perseverança e a sua submissão à vontade de Deus. E
porque passada a tempestade, eles terão as alegrias que lhes faltam
na Terra.
* * *
A
felicidade não é deste mundo.
A dor será
necessária enquanto os homens não pautarem seus atos, pensamentos e
palavras de acordo com as Leis eternas.
Todas
as aflições do presente são frutos de um passado equivocado.
Nem
a fortuna, nem o poder, nem mesmo a juventude em flor são condições
essenciais à felicidade.
Há
pessoas que detêm tudo o que falta a outros e também não se sentem
felizes.
Utilizemos
a fé como remédio certo para o sofrimento. Ela aponta sempre os
horizontes do infinito, ante os quais se esvaem os poucos dias de
sombra do presente.
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Extraido
do Momento Espírita
Referências: MOMENTOS
DE FELICIDADE, cap.
4 - oanna de Ângelis e Divaldo Franco, O
EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO,
cap. 5 eO PROBLEMA DO
SER, DO DESTINO E DA DOR,
Cap. 26, item 3 - Leon Denis
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