28/03/2026

 AUTODESCOBRIMENTO - UMA BUSCA INTERIOR




LEITURA INICIAL:

AUTODESCOBRIMENTO


Aprofunda a auto-análise e tem a coragem de te desnudares perante a própria consciência.

Enumera as tuas mais graves emoções perturbadoras e raciocina sobre a sua vigência no teu comportamento.

Enfrenta-as, uma a uma, não as justificando, nem as escamoteando sob o desculpismo habitual.

O homem que se conhece possui um tesouro no coração.

Cada vez que te resolvas por te autodescobrires, conduze uma proposta de libertação.


MOMENTOS DE ILUMINAÇÃO - Por Joanna de Ângelis e Divaldo Franco


Um Texto de referência ao estudo:

AUTODESCOBRIMENTO: DESBRAVANDO A SÍ PRÓPRIO


Quando adentramos pela História das grandes descobertas marítimas, é natural que nos extasiemos. Vikings, com seus barcos compridos e esguios, com linhas de remos nas laterais, uma única vela, cujo casco deslizava sobre ondas bravias em vez de perfurá-las, num truque de engenharia náutica para driblar as tempestades do Norte.

Os fenícios com suas embarcações de duas ou três fileiras de remos – birremes ou trirremes e até trinta e cinco metros de comprimento, copiadas por gregos e romanos, que as usaram para dominar a navegação no Mediterrâneo.

Os navios chineses, que chegavam a levar duzentas toneladas de carga, o que lhes permitia uma garantia de sete mil quilômetros, o suficiente para cruzar o Atlântico, sem paradas.

As caravelas portuguesas, com suas velas triangulares que permitiam navegar, na direção contrária aos ventos, com muito mais rapidez e segurança.

De se admirar os fenícios, um povo de população diminuta e de humilde ocupação territorial, em torno de duzentos e cinquenta quilômetros da atual costa libanesa, com cidades importantes como Tiro, Sídon e Biblos.

Suas colônias mediterrâneas eram simples feitorias que mal adentravam no continente. Tendo sido tão poucos, é surpreendente o tanto que realizaram.

Dentre seus méritos náuticos estão as rotas até a Bretanha e o mar Báltico, quando nenhum outro povo nem sequer sonhava ir tão longe.

E a circum-navegação da África, mais de dois mil anos antes de Vasco da Gama. Tudo isso eles fizeram sem o uso de mapas, contando apenas com a habilidade para construir seus navios e navegar.

Homens de coragem, de visão. Homens que sonhavam sem limites, que desejavam descobrir o desconhecido, o inexplorado.

Na atualidade, vivemos a exploração espacial, esse conjunto de esforços do homem em estudar o espaço e seus astros, fazendo uso de satélites artificiais, naves e sondas espaciais.

Em algumas missões, seres humanos se lançam no espaço e é realidade uma estação espacial internacional, cuja construção foi concluída em 2011.

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Descobertas, arrojo, entusiasmo são as marcas registradas

 dos navegadores do ontem, dos astronautas do hoje.

Há, no entanto, um local para o qual todos deveríamos migrar, em verdadeiro papel de exploradores: a intimidade de nós mesmos.

Essa viagem nos levaria ao autodescobrimento: Quem somos? Que tipo de seres somos: simples, desataviados, amorosos?

Ou pessoas complexas, criadoras de problemas, geradoras de inquietação onde quer que nos situemos?

Somos flores que engalanam o jardim da vida ou espinheiros que enfeiam a paisagem e agridem quem se aproxime?

Sim, é preciso coragem para navegar pelas águas turbulentas que conduzem ao mar da intimidade de nós mesmos.

É preciso ser destemido para encarar os monstros que se asilam, adormecidos, desejando despertar, famintos e abusados: ciúme, inveja, ódio, ambição.

As águas territoriais que conduzem ao continente interior são, normalmente, atormentadoras.

E, quais novos argonautas, não em busca do velocino de ouro, mas da realidade interior, o grande desafio é a descoberta de si próprio, é o reconhecimento das próprias virtudes e vícios, a fim de alcançar os louros da vitória sobre si mesmo.

Iniciemos a grande viagem ainda hoje ao país da alma.

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Extraído do Momento Espírita

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27/03/2026


Olá amigos!

Segue o estudo do livro Agenda Cristã

 7 

 Solicitação Fraterna





Leitura inicial:

Vida Feliz - XLVIII 
Ouve com atenção e cuidado. Não te apresses em cortar o assunto, como se já tivesses entendido. Há pessoas que têm dificuldade de expressão e tornam-se difíceis de entender. Após ouvires, se a circunstância permitir, dialoga um pouco com o expositor, a fim de que o tema te fique esclarecido e o apreendas. Quem ouve bem, penetre os melhores ensinamentos que lhe chegarão.  Ouvir, é ainda uma arte um pouco exercitada. 

Tema do estudo:


07 - SOLICITAÇÃO FRATERNA


Ajude com a sua oração a todos os irmãos:

- que nunca encontre tempo ou recursos para ser útil a alguém;

- que se declaram afrontados pela ingratidão, em toda a parte;

- que trajam os olhos de luto para enxergarem o mal, em todas as situações;

- que contempla mil castelos nas nuvens, mas que não acenda nem uma vela no chão;

- que só cooperam na torre de marfim do personalismo, sem lhe descerem os degraus para colaborar com os outros;

- que se acreditam emissários especiais e credores dos benefícios de exceção;

- que devoram precioso tempo dos ouvintes falando exclusivamente de si;

- que desistam de continuar aprendendo na luta humana;

- que exibem o realejo da desculpa para todas as faltas;

- que sustentam a vocação de orquídeas no salão do mundo;

- que se julguem centros compulsórios das atenções gerais;

- que fazem o culto sistemático à enfermidade e aos obstáculos.

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São graves os doentes que são convocados do Amparo Silencioso.

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Extraído do Livro: AGENDA CRISTÃ - 0 7 , por Emmanuel e Francisco Cândido Xavier 

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21/03/2026

 Olá amigos

Segue o estudo de hoje: 

Leis Morais da Vida - Diante do Progresso 



Leitura inicial:

 36 - AS OUTRAS PESSOAS 

Diante de qualquer pessoa, seja quem seja, inclina-te à bondade e começa por endereçar-lhe um pensamento de simpatia. 
 * * * 
 Se renteias com alguém que admiras pelas virtudes que lhe exortam o caráter, pondera os riscos a que essa criatura se vê exposta pela altura a que se guindou e, calculando os sacrifícios que terá ela feito para alcançar as responsabilidades em que se situa, oferece lhe apoio, para que não se lhe desafinem as cordas da alma. À frente de outra pessoa que consideres errada, com mais razão orarás por ela, rogando o auxílio da Vida Maior, em seu favor, a fim de que se lhe refaçam as forças. Farás ainda mais. Meditarás nas muitas vezes em que essa criatura haverá sofrido o impacto das tentações que lhe assaltaram a estrada e não acharás motivo para estranheza ou condenação se refletirem nas lágrimas que ela terá vertido, até que a loucura mental lhe impulsionasse o coração para o colapso das energias morais em que se escorava dificilmente.
 * * * 
 Todos somos defrontados no cotidiano por inúmeras pessoas que a vida nos traz à observação. Recebamo-las todas na condição de criaturas irmãs, portadoras de recursos e fraquezas, esperanças e sonhos, tarefas e lutas, problemas e dores semelhantes aos nossos. 
 * * *
 Consideremos, sobremaneira, que ninguém se aproxima de alguém pedindo reprovação ou azedume. Todos carecemos de compreensão e bondade. Quando estamos em paz, o conselho que nos induz ao aperfeiçoamento moral lembra a lâmpada acesa impelindo-nos para a frente. Entretanto, quando desajustados pelas conseqüências de nossos próprios erros, já carregamos em nós próprios fardos de angústia suficiente para suplício do coração.
 * * * 
 Doemos a quantos se abeirem de nós o melhor que pudermos: o entendimento e a fraternidade a boa palavra e o serviço nobilitante. Convençamo-nos todos de que todos os males, os nossos e o dos outros, ficarão um dia para trás, em definitivo. Toda sombra chega e passa à feição de nuvem perante o Sol da Providência Divina todos os mundos e todos os seres se encadeiam na corrente do amor eterno, em permanente e vitoriosa sublimação. 


Tema do estudo:

DIANTE DO PROGRESSO


Embora os respeitáveis índices que atestam as valiosas conquistas do progresso científico, nos múltiplos campos de realizações, não te descures da ação evangélica nos cometimentos evolutivos a que te afervoras.

A astronáutica sonha por atingir as estrelas e decifrar-lhes a grandeza; o Evangelho permanece cuidando do homem na Terra, elucidando-o quanto aos deveres que lhe cumpre realizar.

A cibernética elabora técnicas para lançá-lo com segurança através das distâncias imensuráveis; o Evangelho luta, porém, para equilibrá-lo na sociedade onde cresce espiritualmente.

A ciência em geral tenta resolver os problemas que afligem a criatura impelindo-a para fora; o Evangelho projeta-lhe claridade íntima, ajudando-a a romper as amarras que a fazem infeliz.

Os métodos científicos atam os seres às conjunturas da sua limitação; o Evangelho libera-os dos impedimentos que os retêm na retaguarda da evolução.

O tecnicismo procura amenizar as asperezas e as constrições que decorrem do mundo moderno; o Evangelho elucida quanto à razão dos sofrimentos e elimina os óbices que impedem o homem de avançar.

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Ninguém como Jesus conseguiu, jamais, produzir tão elevados padrões de valorização do homem, sem as complexidades de que hoje se utilizam as criaturas, sem que logrem expressivo êxito.

Desfilaram ante Ele os mais diversos biótipos humanos e sociais, recebendo seguras diretrizes.

A todos dispensou a mesma solidariedade fraternal e moral, sem alarde, sem restrição.

Não se utilizando de qualquer tipo de prolixidade, ensinou a metodologia do amor que “cobre a multidão dos pecados”, mediante a vivência que se permitiu, amando indistintamente.

Da chamada ralé ergueu protótipos de nobreza e da nobreza temporal levantou a culminância da dignidade real a príncipes e doutos, através dos mesmos recursos de ternura e sabedoria.

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O progresso, para ser legítimo, não pode prescindir da elevação moral dos homens, que se haure no Evangelho, sempre atual.

As conquistas da inteligência, embora valiosas, sem a santificação dos sentimentos, conduzem ao desvario e à destruição.

Para serem autênticas as aquisições humanas, devem alicerçar-se nos valores éticos, sem os quais o conhecimento se converte em vapor tóxico que culmina por aniquilar quem o detém.

Estudo, pesquisa, sim, mas amor também.

Examinando a problemática da evolução, os Mensageiros encarregados da Codificação Espírita foram taxativos: “Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo.” Nem o amor sem equilíbrio, arrebatamento que revela paixão e desconserto interior, nem a instrução intelectual sem o conteúdo de amor, a transformar-se em vapor alucinante de vaidades perniciosas quão destrutivas.

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Sem o equilíbrio das duas asas a ave não consegue voar, plainando nas alturas.

Amor e conhecimento são as asas harmoniosas para o progresso do homem e dos povos, progresso que, não obstante as paixões nefastas ainda predominantes na natureza animal do homem, será impossível de ser alcançado.

Inexoravelmente o homem avança e sem apelação crescem as sociedades na direção da felicidade, porque é da Lei que o espírito jamais retrocede, progredindo sempre e com ele a sociedade humana, representada pelas nações, evoluindo sem cessar.

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LE 780. O progresso moral acompanha sempre o progresso intelectual?

Decorre deste, mas nem sempre o segue imediatamente.”.

LE 792. Porque não efetua a civilização, imediatamente, todo o bem que poderia produzir?

Porque os homens ainda não estão aptos nem dispostos a alcançá-lo.” - O Livro dos Espíritos.

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Livro LEIS MORAIS DA VIDA, 37 - por Joanna de Ângelis e Divaldo Franco.

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20/03/2026

 ESTUDO AGENDA CRISTÃ - 06 - EM SEU BENEFÍCIO   




LEITURA INICIAL: VIDA FELIZ - 83 

Não temas os teus acusadores, quando estiverem mentindo contra ti, através de calúnias, desejem arrastar-te para as lutas inglórias.  
Quando sejas acusado e o fato seja verdadeiro, agradece a Deus a oportunidade de repará-lo em tempo, reabilitando-te para o teu próprio bem-estar. 
É sempre melhor recuperar-se do erro enquanto se está com a sua vítima ao alcance. 
Toda dívida que se adia, fica majorada com a carga dos juros, portanto, mais penosa para ser resgatada.


EM SEU BENEFÍCIO


Não se agaste com o ignorante; certamente, não dispõe ele das oportunidades que iluminaram seu caminho.

Evite aborrecimentos com as pessoas fanatizadas; permanecem no cárcere do exclusivismo e merecem compaixão como qualquer prisioneiro.

Não se perturbe com o malcriado; o irmão intratável tem, na maioria das vezes, o fígado estragado e os nervos doentes.

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Ampare o companheiro inseguro; talvez não possua o necessário, quando você detém excessos.

Não se zangue com o ingrato; provavelmente, é desorientado ou inexperiente.

Ajude ao que erra; seus pés pisam o mesmo chão, e, se você tem possibilidades de corrigir, não tem o direito de censurar.

Desculpe o desertor; ele é fraco e mais tarde voltará à lição.

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Auxilie o doente; agradeça ao Divino poder o equilíbrio que você está conservando.

Esqueça o acusador; ele não conhece o seu caso desde o princípio.

Perdoe ao mau; a vida se encarregará dele.

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Extraído do Livro: AGENDA CRISTÃ - 06, por Emmanuel e Francisco Cândido Xavier

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