04/10/2025

 Olá amigos!

Segue estudo do livro Leis Morais da Vida

28. Agressividade



Leitura inicial: 

Ouro de Luz

Todos nós, na viagem da evolução, estamos na mina do aperfeiçoamento. Trabalha e não te aflijas. Através do barro de nossos próprios instintos, do cascalho das provas, da trituração da crítica e da água do suor e das lágrimas, é que recolheremos o ouro de luz da experiência.

Do livro Migalha


28 - AGRESSIVIDADE


O agressor deve ser examinado como alguém perturbado em si mesmo, em lamentável processo de agravamento. Não obstante merece tratamento a agressividade, que procede do espírito cujos germes o contaminam, em decorrência da predominância dos instintos materiais que o governam e dominam.

Problema sério que exige cuidados especiais, a agressividade vem dominando cada vez maior número de vítimas que lhe caem inermes nas malhas constritoras.

Sem dúvida, fatores externos contribuem para distonias nervosas, promotoras de reações perturbantes, que geram, não raro, agressividade naqueles que, potencialmente, são violentos.

Acostumado à “lei da selva”, o espírito atribulado retorna à carne galvanizado pelas paixões que o laceram e de que não se deseja libertar, favorecendo facilmente que as reminiscências assomem ao consciente e se reincorporem à personalidade atual, degenerando nas trágicas manifestações da barbárie que ora aterram todas as criaturas.

A agressividade reponta desde os primeiros dias da vida infantil e deve ser disciplinada pela educação, na sua nobre finalidade de corrigir e criar hábitos salutares.

A pouco e pouco refreada, termina por ceder lugar às expressões superiores que constituem a natureza espiritual de todo homem.

O espírito é constituído pelos feixes de emoções que lhe cabe sublimar ao império dos renascimentos proveitosos, O que não corrija agora, transforma-se em rude adversário a tocaiá-lo nas esquinas do futuro.

O temperamento irascível, aqui estimulado, ressurge em violência infeliz adiante.

O egoísmo vencido, o orgulho superado cedem lugar ao otimismo e à alegria de viver para sempre.

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O agressivo torna-se vítima da própria agressividade, hoje ou posteriormente.

O organismo sobrecarregado pelas toxinas elaboradas arrebenta-se em crise de apoplexia fulminante.

A máquina fisiológica sacudida pelas ondas mentais de cólera, sucumbe, inevitavelmente, quando não desarranja a aparelhagem eletrônica em que se sustenta, dando início aos lances da loucura e das aberrações mentais.

Outrossim, gerando ódio em volta de si, o agressivo atrai outros violentos com os quais entra em choque padecendo, por fim, as conseqüências das arbitrariedades que se permite.

Não foi por outra razão que Jesus aconselhou a Simão, no momento grave da Sua prisão: “Embainha a tua espada, porque quem com ferro fere, com ferro será ferido.”.

Acautela-te, e vence a agressividade, antes que ela te infelicite e despertes tardiamente. Só o amor vence todo o mal e nunca se deixa vencer.

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Livro LEIS MORAIS DA VIDA, Cap. 28, por Joanna de Ângelis e Divaldo Franco

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03/10/2025

 ESTUDO SEPARAÇÕES DE SINAL VERDE - 38



   

Separações


Nas construções do bem, é forçoso contar com a retirada de muitos companheiros e, em muitas ocasiões, até mesmo daqueles que se nos fazem mais estimáveis.

É preciso aguentar a separação, quando necessária, como as árvores toleram a poda.

Erro grave reter conosco um ente amigo que anseia por distância.

Em vários casos, os destinos assemelham‐se às estradas que se bifurcam para atender aos desígnios do progresso.

Não servir de constrangimento para ninguém.

Se alguém nos abandona, em meio de empreendimento alusivo à felicidade de todos e se não nos é possível atender à obra, em regime de solidão, a Divina Providência suscita o aparecimento de novos companheiros que se nos associam à luta edificante.

Nunca pedir ou exigir de outrem aquilo que outrem não nos possa dar.

Não menosprezar a quem quer que seja. Saibamos orar em silêncio, uns pelos outros. Apenas Deus pode julgar o íntimo de cada um.

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Livro SINAL VERDE - 38 - Por André Luiz e Francisco Cândido Xavier

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27/09/2025

 Olá amigos

Segue o estudo da Tarde Fraterna

O purgatório


O PURGATÓRIO SEGUNDO A DOUTRINA ESPÍRITA


As penas e os gozos são inerentes ao grau de perfeição dos Espíritos. Cada um tira de si mesmo o princípio de sua felicidade ou de sua desgraça. E como eles estão por toda parte, nenhum lugar circunscrito ou fechado existe especialmente destinado a uma ou outra coisa. Quanto aos encarnados, esses são mais ou menos felizes ou desgraçados, conforme é mais ou menos adiantado o mundo em que habitam.

Assim, o inferno e o paraíso não existem da forma que o ser humano os imagina. São simples alegorias: por toda parte há Espíritos ditosos e inditosos. Entretanto, os Espíritos de uma mesma ordem se reúnem por simpatia; mas podem reunir-se onde queiram, quando são perfeitos.

A localização absoluta das regiões das penas e das recompensas só na imaginação do homem existe. Provém da sua tendência a materializar e circunscrever as coisas, cuja essência infinita não lhe é possível compreender.

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O que o homem chama purgatório é igualmente uma alegoria, devendo-se entender como tal, não um lugar determinado, porém, o estado dos Espíritos imperfeitos que se acham em expiação até alcançarem a purificação completa, que os levará à categoria dos Espíritos bem-aventurados. Operando-se essa purificação por meio das diversas encarnações, o purgatório consiste nas provas da vida corporal.

O Evangelho não faz menção alguma do purgatório, que só foi admitido pela Igreja no ano de 593. É incontestavelmente um dogma mais racional e mais conforme com a justiça de Deus que o inferno, que do ponto de vista católico representava uma punição pela eternidade, porque estabelecia penas menos rigorosas e resgatáveis para as faltas de gravidade mediana.

O princípio do purgatório é, pois, fundado na eqüidade, porque, comparado à justiça humana, seria uma detenção temporária condicionada à gravidade das penas. Sem o purgatório, só haveria para as almas, naquele ponto de vista, duas alternativas extremas: a suprema felicidade ou o eterno suplício. E nessa hipótese, que seria das almas somente culpadas de ligeiras faltas? Ou compartilhariam da felicidade dos eleitos, ainda quando imperfeitas, ou sofreriam o castigo dos maiores criminosos, ainda quando não houvessem feito muito mal, o que não seria nem justo, nem racional.

Jamais foram determinados e definidos claramente o lugar do purgatório e a natureza das penas aí sofridas, apesar de muitos suporem em uma espécie de penas do inferno minoradas.

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Uma pergunta que muitos se fazem é por que então Jesus nunca falou do purgatório?

É que, como ainda não existia esta ideia, não havia palavra para representá-la. Ele serviu-se da palavra INFERNO, conhecida pelos judeus como um lugar de penas temporárias, cujo tempo era compatível com a gravidade das penas, a única que era usada, como termo genérico, para designar as penas futuras sem distinção. Se, ao lado da palavra inferno ele tivesse posto uma palavra equivalente a purgatório, não teria podido precisar seu sentido verdadeiro sem antecipar uma questão reservada ao futuro; teria sido, além disso, consagrar a existência de dois lugares especiais de castigos. O inferno, em sua acepção geral, despertando a ideia de punição, encerrava implicitamente a do purgatório, que é apenas um modo de penalidade. O futuro, devendo esclarecer os homens sobre a natureza das penas, devia, por isso mesmo, reduzir o inferno a seu justo valor. Visto que a Igreja acreditou dever, depois de seis séculos, reparar o silêncio de Jesus decretando a existência do purgatório, é porque considerou que ele não dissera tudo. Por que não ocorreria isso com outros pontos como com este?

A Doutrina dos Espíritos estava reservado o esclarecimento desta questão, explicando-nos a causa das terrenas misérias da vida, das quais só a pluralidade das existências poderia mostrar-nos a justiça.

O Espiritismo não nega, pois, antes confirma, a penalidade futura. O que ele destrói é o inferno localizado com suas fornalhas e penas eternas.

Seja qual for a duração do castigo ou depuração, na vida espiritual ou na Terra, onde quer que se verifique, tem sempre um termo, próximo ou remoto. Na realidade não há para o Espírito mais que duas alternativas, a saber: – punição temporária e proporcional à culpa, e recompensa graduada segundo o mérito.

Afinal recordemos que o próprio Jesus dizia: A cada um de acordo com suas obras.

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Extraído do Capítulo V do Livro O CÉU E O INFERNO e questões 1011 a 1013 de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, de Allan Kardec.

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26/09/2025

 Olá amigos

Segue estudo do livro Sinal Verde

Em matéria Afetiva

Leitura inicial:

II 

Considera o trabalho o melhor meio para progredir. Quem não trabalha, entrega-se à paralisia moral e espiritual. O homem que não se dedica à ação libertadora do trabalho faz-se peso negativo na economia da sociedade. O trabalho é vida.

Do livro Vida Feliz



Em Matéria Afetiva


Sempre é forçoso muito cuidado no trato com os problemas afetivos dos outros, porque muitas vezes os outros, nem de leve, pensam naquilo que possamos pensar.

Os Espíritos adultos sabem que, por enquanto, na Terra, ninguém pode, em sã consciência, traçar a fronteira entre normalidade e anormalidade, nas questões afetivas de sentido profundo.

Os pregadores de moral rigorista, em assuntos de amor, raramente não caem nas situações que condenam.

Toda pessoa que lesa outra, nos compromissos do coração, está fatalmente lesando a si própria.

Respeite as ligações e as separações, entre as pessoas do seu mundo particular, sem estranheza ou censura, de vez que você não lhes conhece as razões e processos de origem.

As suas necessidades de alma, na essência, são muito diversas das necessidades alheias.

No que tange a sofrimentos do amor, só Deus sabe onde estão a queda ou a vitória.

Jamais brinque com os sentimentos do próximo.

Não assuma deveres afetivos que você não possa ou não queira sustentar.

Amor, em sua existência, será aquilo que você fizer dele.

Você receberá, de retorno, tudo o que der aos outros, segundo a lei que nos rege os destinos.

Ante os erros do amor, se você nunca errou por emoção, imaginação, intenção ou ação, atire a primeira pedra, conforme recomenda Jesus.

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Livro SINAL VERDE - 37 - Por André Luiz e Francisco Cândido Xavier

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