30/04/2026

 Olá amigos!

Segue o estudo da Tarde Fraterna  REFLETINDO SOBRE A DOR



 Leitura Inicial: VINHA DE LUZ, 129:


SERVIÇO DE SALVAÇÃO


E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.” — (ATOS, 2.21)


Os Espíritos mais renitentes no crime serão salvos das garras do mal, se invocarem verdadeiramente o amparo do Senhor.

E é forçoso observar que chega sempre um instante, na experiência individual, em que somos constrangidos a recorrer ao que possuímos de mais precioso, no terreno da crença.

Os próprios materialistas não escapam a semelhante impositivo da luta humana; qual ocorre aos demais, nas contingências dilacerantes requisitam o socorro do dinheiro, da ciência provisória, das posições convencionalistas, que, aliás, em boa tese, auxiliam mas não salvam.

Indispensável se torna recorrer a Jesus para a solução de nossas questões fundamentais.

Invoquemos a compaixão d’Ele e não nos faltará recurso adequado. Não bastará, contudo, tão somente aprender a rogar. Estudemos também a arte de receber.

Às vezes, surgem diferenças superficiais entre pedido e suprimento. O trabalho salvador do Céu virá ao nosso encontro, mas não obedecerá, em grande número de ocasiões, à expectativa de nossa visão imperfeita. Em muitos casos, a Providência Divina nos visita em forma de doença, escassez e contrariedade…

A miopia terrena, todavia, de modo geral, só interpreta a palavra “salvação” por “vantagem imediata” e, por isso, um leve desgosto ou uma desilusão útil provocam torrentes de lamentações improdutivas.

Apesar de tudo, porém, o Cristo nunca deixa de socorrer e aliviar e o Seu sublime esforço de redenção assume variados aspectos tanto quanto são diversas as necessidades de cada um.


Texto do Estudo:


REFLETINDO SOBRE A DOR


A dor tem sido, em todas as épocas da Humanidade, uma constante entre os seres.

Instala-se de forma inesperada e passa, a partir daí, a ser o centro das atenções, modificando planos, alterando rumos.

Quando detestada, suas reações são violentas, tornando-se ainda mais forte. Quando aceita, seus efeitos são mais brandos.

A verdade é que a dor se faz conhecida de todos e ninguém pode lhe impedir a presença.

Ela assume as mais variadas facetas e depois que encerra um ciclo, prepara, para um novo cometimento, a sua oportuna aparição.

Ora são as dificuldades econômicas que afligem, ora a solidão afetiva que o dinheiro não consegue aplacar.

Ali é o ódio que dilacera os tecidos íntimos do ser, acolá são as garras das enfermidades irreversíveis que reduzem a pó as mais sinceras esperanças.

São amores que partem para o outro plano da vida, sem nem mesmo um último adeus. São mentiras que destroem sonhos e afastam corações amigos.

A dor, como ferramenta divina de depuração, submete e atinge, sem exceção, todas as criaturas.

Os prepotentes, que a desconsideram, não chegam ao termo da jornada sem lhe experimentar a companhia.

Os orgulhosos, que a desprezam, considerando-se inalcançáveis, encontram-na logo adiante.

Seu cerco é invencível.

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Instrumento da Lei de Deus, a dor serve como benfeitora anônima que a todos visita.

Sua ação não é resultado do acaso, tampouco pode ser considerada como uma ocorrência injusta.

Nossas atribulações nada mais são do que consequências de equívocos do passado, exigindo a cabível reparação e o devido resgate.

São repercussões da violação das Leis Divinas.

São ocasiões benditas de aprendizado e refazimento.

A dor, que a muitos amesquinha, humilha e atordoa, deve constituir estímulo de crescimento e evolução, a fim de que alcancemos a grande vitória sobre nós mesmos.

Não temamos. Não nos deixemos dominar pelo sofrimento e pela sensação de autocomiseração.

Quando um motivo de dor ou de contrariedade nos atingir, elevemo-nos acima das circunstâncias, dominando os impulsos de impaciência, de cólera ou de desespero.

Podemos, pela própria vontade, domar ou vencer a dor, ou, pelo menos, fazer dela meio de elevação.

A dor serve para polir, lapidar, esculpir e edificar as verdadeiras qualidades do Espírito imortal.

Lembremo-nos: Bem-aventurados os aflitos porque têm a oportunidade de provar a sua fé, a sua firmeza, a sua perseverança e a sua submissão à vontade de Deus. E porque passada a tempestade, eles terão as alegrias que lhes faltam na Terra.

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A felicidade não é deste mundo.

A dor será necessária enquanto os homens não pautarem seus atos, pensamentos e palavras de acordo com as Leis eternas.

Todas as aflições do presente são frutos de um passado equivocado.

Nem a fortuna, nem o poder, nem mesmo a juventude em flor são condições essenciais à felicidade.

Há pessoas que detêm tudo o que falta a outros e também não se sentem felizes.

Utilizemos a fé como remédio certo para o sofrimento. Ela aponta sempre os horizontes do infinito, ante os quais se esvaem os poucos dias de sombra do presente.

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Extraido do Momento Espírita

Referências: MOMENTOS DE FELICIDADE, cap. 4 - oanna de Ângelis e Divaldo Franco, O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, cap. 5 eO PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR, Cap. 26, item 3 - Leon Denis

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