26/08/2018

Todo mundo pode ser competente, inclusive você e eu!

Todo mundo pode ser competente, inclusive você e eu!


Toda vez que nos propomos a fazer alguma coisa, procuramos agir sempre da melhor forma possível. Sobretudo, quando somos um tanto quanto perfeccionistas. A busca pela perfeição é quase infinita, e parece que nunca estamos totalmente satisfeitos com os resultados.
      O perfeccionismo, longe de ser uma qualidade positiva, pode ser visto como algo negativo. Comumente, aquele que tem um perfil perfeccionista nunca está satisfeito com o que faz e, principalmente, com o que os outros fazem, por uma razão simples: não ficou do jeito que ele gostaria que ficasse. Aí vem a insistência em se refazer as coisas nos mesmos moldes, não se permitindo questionamentos nem se aceitando sugestões.
      Detrás do perfeccionismo pode estar oculta uma série de questões a serem trabalhadas para que o indivíduo se autoeduque espiritualmente. A centralização é uma delas: geralmente, o perfeccionista é uma pessoa que costuma fazer as coisas a seu modo, e apenas esse jeito é o certo; não se habituou a delegar o serviço de sua responsabilidade. A insegurança é também marca registrada desse perfil. O indivíduo está sempre questionando a si e a outrem sobre o trabalho em andamento. Será que está bom, mesmo?… Acho que ainda não está como eu gostaria. Será?… E, nunca consegue concluir! É uma insegurança enorme…
      Sermos competentes é nos esforçamos para: 1) adquirir conhecimentos, o que significa estudarmos sempre, incansavelmente, mas também sem excessos; 2) colocar em prática, no dia a dia, as lições aprendidas, considerando que o conteúdo espírita não é adorno de vasta cultura meramente teórica geradora de frustração e vazio existencial, mas recurso valioso de transformação moral da Humanidade; e 3) ter atitude, que significa postura e vontade de realizar o necessário para a nossa e a felicidade daqueles com quem convivemos.
      Não se trata de uma competência profissional, técnica, mas de competência humana, cristã, espírita: a que nos coloca diante de nós mesmos e do próximo, para o enfrentamento dos vícios, que fazem morada na intimidade do coração e da mente, e para a conquista de virtudes, que precisamos aprender a cultivar diariamente.
      Ser competente, na visão espírita, é doar o melhor de nós, é fazer o que está ao nosso alcance, é chegar ao limite da capacidade, de forma saudável, reconhecendo que realizamos todo o possível. Na sua bondade infinita, Deus não exigirá de ninguém o que está além de suas forças e possibilidades.
      Devemos nos contentar em fazer o possível e nos sentir realizados por isso, reconhecendo que amanhã será outro dia. Novas oportunidades surgirão. Sigamos em frente, amparados pela Proteção Divina! Os benfeitores espirituais desejam nosso bem e vibram para que sejamos vitoriosos ante os desafios da vida.
      Acredite: todo o mundo pode ser competente, inclusive você e eu!


21/08/2018

SEGUE E CONFIA - Auta de Souza


SEGUE E CONFIA




Alma cansada e triste, alma sincera,
Sorve a angústia do cálix derradeiro!
Guarda a bênção da fé sob o madeiro
Da aflição que te punge e dilacera.

Trabalha, serve e crê, ajuda e espera,
Imitando o Celeste Companheiro...
Um dia, o doloroso cativeiro
Será livre e ridente primavera.

Vencendo ulcerações, trevas e escombros,
Bendize a dor que te enriquece os ombros
Com as chagas do martírio austero e forte.

A cruz que te aguilhoa, dia a dia,
É o luminoso preço da alegria
Na vida que te aguarda além da morte.

Auta de Souza


"INSTRUÇÕES PSICOFÔNICAS" - Francisco Cândido Xavier
44 - Arquitetos Espirituais
Ditado por diversos Espíritos



20/08/2018

"No Invisível" - Léon Denis - IV A mediunidade - última parte

   

                                                                  IV A mediunidade


Verdade é que se têm visto sensitivos escreverem em línguas desconhecidas ou tratar de questões cientificas e abstratas, muito acima de sua capacidade. São raros, porém, esses casos, que exigem grandes esforços da parte dos Espíritos. Estes preferem recorrer a intermediários maleáveis, aperfeiçoados pelo estudo, suscetíveis de os compreender e lhes interpretar fielmente os pensamentos.

Nessa ordem de manifestações, os invisíveis atuam sobre o intelecto do sensitivo e lhes projetam na esfera mental suas ideias. Às vezes os pensamentos se confundem; os dois Espíritos revestem uma forma, uma expressão, em que se acham reproduzidos o estilo e a linguagem habitual do médium. Ainda aí se requer escrupuloso exame. Será, todavia, fácil ao observador destacar, da insignificância de inúmeros ditados e do contingente pessoal dos sensitivos, o que pertence aos Espíritos adiantados, cujas comunicações revestem um caráter grandioso, um cunho de verdade muito acima das possibilidades do médium.

Nos fenômenos de transe ou do sonambulismo em seus diversos graus, os sentidos materiais vêm a ser pouco a pouco substituídos pelos sentidos psíquicos, os meios de percepção e de atividade aumentam em proporções tanto mais consideráveis quanto mais profundo é o sono e mais completo o desprendimento perispirituais.

Nesse estado, nada percebe o corpo físico; serve simplesmente de transmissor, quando o médium ainda pode exprimir suas sensações. Já na exteriorização parcial se produz esse fenômeno. No estado de vigília, sob a influência oculta, a tal ponto o invólucro fluídico do sensitivo se desprende e irradia que, permanecendo embora intimamente ligado ao corpo, começa a perceber as coisas ocultas aos nossos sentidos exteriores; é o estado de clarividência, ou dupla vista, de visão à distância através dos corpos opacos, audição, psicometria, etc.

Em mais elevadas graduações, no estado de hipnose, a exteriorização se acentua até ao desprendimento completo. A alma, liberta de sua prisão carnal, paira nas alturas; seus modos de percepção, subitamente recobrados, lhe permitem abranger um vasto círculo e se transporta com a rapidez do pensamento. A essa ordem de fenômenos pertence o estado de transe, que torna possível a incorporação de Espíritos desencarnados ao envoltório do médium, deixado livre, semelhante a um viajante que penetra em casa devoluta.

Os sentidos psíquicos, inativas no estado de vigília na maior parte dos homens, podem, entretanto, ser utilizados. Basta, para isso, abstrair-se das coisas materiais, cerrar os sentidos físicos a todo ruído e toda visão exterior, e, por um esforço de vontade, interrogar esse sentido profundo em que se resumem todas as nossas faculdades superiores e que denominamos o sexto sentido, a intuição, a percepção espiritual. E por ele que entramos em contato direto com o mundo dos Espíritos, mais facilmente que por qualquer outro meio; porque esse sentido constitui atributo da alma, o próprio fundo de sua natureza, e acha-se
fora do alcance dos sentidos materiais, de que difere inteiramente.

A Ciência menosprezou até hoje esse sentido – o mais belo de todos; e é por isso que se tem conservado ignorante de tudo o que se refere ao mundo do invisível. As regras que ela aplica ao plano físico serão insuficientes, sempre que as quiserem aplicar ao mundo dos Espíritos. Para penetrar neste, é preciso antes de tudo compreender que nós mesmos soros espíritos, e que não podemos entrar em relação com o universo espiritual senão pelos sentidos do espírito.

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18/08/2018

Estudo das obras de Joanna de Ângelis no GEAS


Nos primeiros e terceiros sábados do mês temos em nossa Casa, o estudo das Obras de Joanna de Ângelis, das 10h às 11h30.

Nesse sábado, 18 de agosto, estudamos os capítulos:
10 - A Verdade Libertadora
20 - Amadurecimento Psicológico

Venha estudar conosco, não precisa fazer inscrição, é só chegar e participar.