15/03/2020

Nesse momento, mantenhamos a fé e a serenidade, pois sabemos que não estamos desamparados.

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Na senda escabrosa 

 “Nunca te deixarei, nem te desampararei.” 
 Paulo (Hebreus, 13:5)  

A palavra do Senhor não se reporta somente à sustentação da vida física, na subida pedregosa da ascensão. 
Muito mais que de pão do corpo, necessitamos de pão do espírito. 
Se as células do campo fisiológico sofrem fome e reclamam a sopa comum, as necessidades e desejos, impulsos e emoções da alma provocam, por vezes, aflições desmedidas, exigindo mais ampla alimentação espiritual. 
Há momentos de profunda exaustão, em nossas reservas mais íntimas. 
As energias parecem esgotadas e as esperanças se retraem apáticas. 
Instala-se a sombra, dentro de nós, como se espessa noite nos envolvesse. 
E qual acontece à Natureza, sob o manto noturno, embora guardemos fontes de entendimento e flores de boa vontade, na vasta extensão do nosso país interior, tudo permanece velado pelo nevoeiro de nossas inquietações. 
O Todo ­Misericordioso, contudo, ainda aí, não nos deixa completamente relegados à treva de nossas indecisões e desapontamentos. 
Assim como faz brilhar  as estrelas fulgurantes no alto, desvelando os caminhos constelados do firmamento  ao viajor  perdido no mundo, acende, no céu de nossos ideais, convicções novas e aspirações mais elevadas, a fim de que nosso espírito não se perca na viagem para a vida superior. "Nunca te deixarei, nem te desampararei" – promete a Divina Bondade. 
Nem solidão, nem abandono. 
A Providência Celestial prossegue velando. 
Mantenhamos, pois, a confortadora certeza de que toda tempestade é seguida pela atmosfera tranquila e de que não existe noite sem alvorecer.


Fonte:Fonte Viva, Ed FEB, Chico Xavier pelo Espírito Emmanuel

08/03/2020

Segue a nossa programação de Março:
Vamos estudar!!!






Ainda sobre autores e estudiosos do Espiritismo:

Camille Flammarion



  Nicolas Camille Flammarion nasceu em Montigny-le-Roi, Haute-Marne, França, à uma hora do dia 26 de fevereiro de 1842.
  A notoriedade de Camille Flammarion se deu com a obra “La Pluralité des Mondes Habités” (“A Pluralidade dos Mundos Habitados”), que escreveu em 1862, após deixar o Observatório de Paris, onde muito sofreu com as impertinências e perseguições do diretor Levèrrier, que não podia conceber a ideia de um rapazote acompanhá-lo em estudos de ordem tão transcendental.
  Tornando-se espírita convicto, Camille Flammarion foi amigo pessoal e dedicado de Allan Kardec, tendo sido o orador designado para proferir as últimas palavras à beira do túmulo do Codificador do Espiritismo.
  As obras de Camille Flammarion foram traduzidas para grande número de idiomas: inglês, espanhol, sueco, dinamarquês, italiano, húngaro, checo, holandês, romeno, russo, alemão, português; e são referidas na “Revue Spirite” (“Revista Espírita”), que também publica seus artigos.
  Suas obras, de uma forma geral, giram em torno do postulado espírita da pluralidade dos mundos habitados e são as seguintes: “Os Mundos Imaginários e os Mundos Reais”, “As Maravilhas Celestes”, “Deus na Natureza”, “Contemplações Científicas”, “Estudos e Leitura sobre Astronomia”, “Atmosfera”, “Astronomia Popular”, “Descrição Geral do Céu”, “O Mundo antes da Criação do Homem”, “Os Cometas”, “As Casas Mal-Assombradas”, “Narrações do Infinito”, “Sonhos Estelares”, “Urânia”, “Estela”, “O Desconhecido”, “A Morte e seus Mistérios”, “Problemas Psíquicos”, “O Fim do Mundo”, entre outras.
  Ele é visto pelos astrônomos contemporâneos como um astrônomo amador que realizou um trabalho de vulgarização da astronomia (no seu sentido de divulgação, e não no pejorativo de banalização).   Esta qualificação possivelmente se deve ao fato de ele não fazer parte de nenhuma academia ou centro de pesquisa oficial, mas, certamente, não se pode qualificá-lo de amador por não publicar seus trabalhos regularmente em periódicos científicos.
  Segundo Gabriel Delanne, Camille Flammarion foi um filósofo enxertado e sábio, possuindo a arte da ciência e a ciência da arte. Flammarion “poeta dos Céus”, como o denominava Michelet, tornou-se baluarte do Espiritismo, pois, sempre coerente com suas convicções inabaláveis, foi um verdadeiro idealista e inovador. 

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