Grupo Espírita Auta de Souza (GEAS)
1966 . Seja bem-vindo!
03/04/2020
Olá!
Segue nosso estudo de sexta-feira às 19 hs.
Livro Ação e Reação - Capítulo 12 - Dívida Agravada
Leitura inicial:
16
Algumas Definições
Benfeitor — é o que ajuda e passa.
Amigo— é o que ampara em silêncio.
Companheiro — é o que colabora sem constranger.
Renovador — é o que se renova para o bem.
Forte — é o que sabe esperar no trabalho pacífico.
Esclarecido — é o que se conhece.
Corajoso — é o que nada teme de si mesmo.
Defensor — é o que coopera sem perturbar.
Eficiente — é o que age em benefício de todos.
Vencedor — é o que vence a si mesmo.
Fonte: Livro Agenda Cristã, Francisco Candido Xavier, pelo Espirito Andre Luiz
Trecho do livro Ação e Reação:
Ação e Reação
André Luiz (espírito)
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
12
Dívida agravada
..."O Assistente interrompeu a operação socorrista e falou-nos,
bondoso:
– Temos aqui asfixiante problema de conta agravada.
E designando a jovem mãe, agora extenuada, continuou:
– Marina veio de nossa Mansão para auxiliar a Jorge e Zilda,
dos quais se fizera devedora. No século passado, interpôs-se entre
os dois, quando recém-casados, Impelindo-os a deploráveis leviandades que lhes valeram angustiosa demência no Plano Espiritual. Depois de longos padecimentos e desajustes, permitiu o Senhor que muitos amigos intercedessem, junto aos Poderes Superiores, para que se lhes recompusesse o destino, e os três renasceram no mesmo quadro social, para o trabalho regenerativo. Marina, a primogênita do lar de nossa irmã Luisa, recebeu a incumbência de tutelar a irmãzinha menor, que assim se desenvolveu ao
calor de seu fraternal carinho, mas, quando moças feitas, há alguns anos, eis que, segundo o programa de serviço traçado antes
da reencarnação, a jovem Zilda reencontra Jorge e reatam, instintivamente, os elos afetivos do pretérito. Amam-se com fervor e
confiam-se ao noivado. Marina, porém, longe de corresponder às
promessas esposadas no Mundo Maior, pelas quais lhe cabia amar
o mesmo homem, no silêncio da renúncia construtiva, amparando
a irmãzinha, outrora repudiada esposa, nas lutas purificadoras que
a atualidade lhe ofertaria, passou a maquinar projetos inconfessáveis, tomada de intensa paixão. Completamente cega e surda aos
avisos da sua consciência, começou a envolver o noivo da irmã
Francisco Cândido Xavier – Ação e Reação – pelo Espírito André Luiz 162
em larga teia de seduções e, atraindo para o seu escuso objetivo o
apoio de entidades caprichosas e enfermiças, por intermédio de
doentios desejos, passou a hipnotizar o moço, espontaneamente,
com o auxílio dos vampiros desencarnados, cuja companhia aliciara sem perceber... E Jorge, inconscientemente dominado, transferiu-se do amor por Zilda à simpatia por Marina, observando que a
nova afetividade lhe crescia assustadoramente no íntimo, sem que
ele mesmo pudesse controlar-lhe a expansão...
Decorridos breves meses, dedicavam-se ambos a encontros
ocultos, nos quais se comprometeram um com o outro na maior
intimidade... "
02/04/2020
Olá amigos!
Ouçam abaixo um trecho do livro Jesus no Lar
1
O culto cristão no lar
Povoara-se o firmamento de estrelas, dentro da noite prateada de luar, quando o Senhor,
instalado provisoriamente em casa de Pedro, tomou os Sagrados Escritos e, como se quisesse
imprimir novo rumo à conversação que se fizera improdutiva e menos edificante, falou com
bondade:
— Simão, que faz o pescador quando se dirige para o mercado com os frutos de cada
dia?
O apóstolo pensou alguns momentos e respondeu, hesitante:
— Mestre, naturalmente, escolhemos os peixes melhores. Ninguém compra os resíduos
da pesca.
Jesus sorriu e perguntou, de novo:
— E o oleiro? que faz para atender à tarefa a que se propõe?
— Certamente, Senhor — redargüiu o pescador, intrigado —, modela o barro, imprimindo-lhe a forma que deseja.
O Amigo Celeste, de olhar compassivo e fulgurante, insistiu:
— E como procede o carpinteiro para alcançar o trabalho que pretende?
O interlocutor, muito simples, informou sem vacilar:
— Lavrará a madeira, usará a enxó e o serrote, o martelo e o formão. De outro modo,
não aperfeiçoará a peça bruta.
Calou-se Jesus, por alguns instantes, e aduziu:
— Assim, também, é o lar diante do mundo. O berço doméstico é a primeira escola e o
primeiro templo da alma. A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida
comum. Se o negociante seleciona a mercadoria, se o marceneiro não consegue fazer um barco
sem afeiçoar a madeira aos seus propósitos, como esperar uma comunidade segura e tranqüila
sem que o lar se aperfeiçoe? A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se
não aprendemos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações?
Se nos não habituamos a amar o irmão pais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como
respeitar o Eterno Pai que nos parece distante?
Jesus relanceou o olhar pela sala modesta, fez pequeno intervalo e continuou:
— Pedro, acendamos aqui, em torno de quantos nos procuram a assistência fraterna,
uma claridade nova. A mesa de tua casa é o lar de teu pão. Nela, recebes do Senhor o alimento
para cada dia. Por que não instalar, ao redor dela, a sementeira da felicidade e da paz na conversação e no pensamento? O Pai, que nos dá o trigo para o celeiro, através do solo, envia-nos
a luz através do Céu. Se a claridade é a expansão dos raios que a constituem, a fartura começa
no grão. Em razão disso, o Evangelho não foi iniciado sobre a multidão, mas, sim, no singelo
domicílio dos pastores e dos animais.
Simão Pedro fitou no Mestre os olhos humildes e lúcidos e, como não encontrasse palavras adequadas para explicar-se, murmurou, tímido:
— Mestre, seja feito como desejas.
Então Jesus, convidando os familiares do apóstolo à palestra edificante e à meditação elevada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro culto cristão no lar.
Fonte: Jesus
no Lar
Francisco , Cândido Xavier
Pelo Espírito Neio Lúcio
01/04/2020
Olá!
Segue nosso estudo de quarta-feira às 20 hs.
O Livro dos Espíritos - Parte terceira - Cap.XII
As Virtudes e os vícios - q.893 a 906
Leitura inicial:
18
Lembranças Úteis
Não viva pedindo orientação espiritual, indefinidamente. Se você já possui duas semanas de conhecimento cristão, sabe, à saciedade, o que fazer.
*
Não gaste suas energias, tentando consertar os outros de qualquer modo. Quando consertamos a nós mesmos, reconhecemos que o mundo está administrado pela Sabedoria Divina e que a obrigação de cooperar invariavelmente para o bem é nosso dever primordial.
*
Não acuse os Espíritos desencarnados sofredores, pelos seus fracassos na luta. Repare o ritmo da própria vida, examine a receita e a despesa, suas ações e reações, seus modos e atitudes, seus compromissos e determinações, e reconhecerá que você tem a situação que procura e colhe exatamente o que semeia.
*
Não recorra sistematicamente aos amigos espirituais, quanto a comezinhos deveres que lhe competem no caminho comum. Eles são igualmente ocupados, enfrentam problemas maiores que os seus, detêm responsabilidades mais graves e imediatas e você, nas lutas vulgares da Terra, não teria coragem de pedir ao professor generoso e benevolente que desempenhasse funções de ama-seca.
*
Francisco Cândido Xavier - Agenda Cristã - pelo Espírito André Luiz 42 Não espere a morte para solucionar as questões da vida, nem alegue enfermidade ou velhice para desistir de aprender, porque estamos excessivamente distantes do Céu. A sepultura não é uma cigana, cheia de promessas miraculosas, e sim uma porta mais larga de acesso à nossa própria consciência.
Fonte: livro Agenda Cristã, Francisco Candido Xavier pelo Espírito André Luiz
Trecho do estudo:
CAPÍTULO XII
Da perfeição moral
As Virtudes e os Vícios
893. Qual a mais meritória de todas as virtudes?
“Toda virtude tem seu mérito próprio, porque todas
indicam progresso na senda do bem. Há virtude sempre
que há resistência voluntária ao arrastamento dos maus
pendores. A sublimidade da virtude, porém, está no sacrifício do interesse pessoal, pelo bem do próximo, sem pensamento oculto. A mais meritória é a que assenta na mais
desinteressada caridade.”
894. Há pessoas que fazem o bem espontaneamente, sem
que precisem vencer quaisquer sentimentos que lhes
sejam opostos. Terão tanto mérito, quanto as que se
vêem na contingência de lutar contra a natureza que
lhes é própria e a vencem?
“Só não têm que lutar aqueles em quem já há progresso
realizado. Esses lutaram outrora e triunfaram. Por isso é
que os bons sentimentos nenhum esforço lhes custam e suas
ações lhes parecem simplíssimas. O bem se lhes tornou um
hábito. Devidas lhes são as honras que se costuma tributar
a velhos guerreiros que conquistaram seus altos postos.
“Como ainda estais longe da perfeição, tais exemplos
vos espantam pelo contraste com o que tendes à vista e
tanto mais os admirais, quanto mais raros são. Ficai sabendo, porém, que, nos mundos mais adiantados do que o
vosso, constitui a regra o que entre vós representa a exceção. Em todos os pontos desses mundos, o sentimento do
bem é espontâneo, porque somente bons Espíritos os habitam. Lá, uma só intenção maligna seria monstruosa exceção. Eis por que neles os homens são ditosos. O mesmo se
dará na Terra, quando a Humanidade se houver transformado, quando compreender e praticar a caridade na sua
verdadeira acepção.”
895. Postos de lado os defeitos e os vícios acerca dos quais
ninguém se pode equivocar, qual o sinal mais característico da imperfeição?
“O interesse pessoal. Freqüentemente, as qualidades
morais são como, num objeto de cobre, a douradura que
não resiste à pedra de toque. Pode um homem possuir qualidades reais, que levem o mundo a considerá-lo homem de
bem. Mas, essas qualidades, conquanto assinalem um progresso, nem sempre suportam certas provas e às vezes basta que se fira a corda do interesse pessoal para que o fundo
fique a descoberto. O verdadeiro desinteresse é coisa ainda
tão rara na Terra que, quando se patenteia, todos o admiram como se fora um fenômeno.
"O apego às coisas materiais constitui sinal notório de
inferioridade, porque, quanto mais se aferrar aos bens deste mundo, tanto menos compreende o homem o seu destino. Pelo desinteresse, ao contrário, demonstra que encara
de um ponto mais elevado o futuro.”
896. Há pessoas desinteressadas, mas sem discernimento, que prodigalizam seus haveres sem utilidade real,
por lhes não saberem dar emprego criterioso. Têm
algum merecimento essas pessoas?
“Têm o do desinteresse, porém não o do bem que poderiam fazer. O desinteresse é uma virtude, mas a prodigalidade irrefletida constitui sempre, pelo menos, falta de juízo.
A riqueza, assim como não é dada a uns para ser aferrolhada
num cofre forte, também não o é a outros para ser dispersada ao vento. Representa um depósito de que uns e outros
terão de prestar contas, porque terão de responder por todo
o bem que podiam fazer e não fizeram, por todas as lágrimas que podiam ter estancado com o dinheiro que deram
aos que dele não precisavam.”
897. Merecerá reprovação aquele que faz o bem, sem visar
a qualquer recompensa na Terra, mas esperando que
lhe seja levado em conta na outra vida e que lá venha
a ser melhor a sua situação? E essa preocupação lhe
prejudicará o progresso?
“O bem deve ser feito caritativamente, isto é, com
desinteresse.”
a) — Contudo, todos alimentam o desejo muito natural
de progredir, para forrar-se à penosa condição desta vida.
Os próprios Espíritos nos ensinam a praticar o bem com esse objetivo. Será, então, um mal pensarmos que, praticando o
bem, podemos esperar coisa melhor do que temos na Terra?
“Não, certamente; mas aquele que faz o bem, sem idéia
preconcebida, pelo só prazer de ser agradável a Deus e ao
seu próximo que sofre, já se acha num certo grau de progresso, que lhe permitirá alcançar a felicidade muito mais
depressa do que seu irmão que, mais positivo, faz o bem
por cálculo e não impelido pelo ardor natural do seu coração.”
b) — Não haverá aqui uma distinção a estabelecer-se
entre o bem que podemos fazer ao nosso próximo e o cuidado que pomos em corrigir-nos dos nossos defeitos? Concebemos que seja pouco meritório fazermos o bem com a idéia de
que nos seja levado em conta na outra vida; mas será igualmente indício de inferioridade emendarmo-nos, vencermos
as nossas paixões, corrigirmos o nosso caráter, com o propósito de nos aproximarmos dos bons Espíritos e de nos
elevarmos?
“Não, não. Quando dizemos — fazer o bem, queremos
significar — ser caridoso. Procede como egoísta todo aquele
que calcula o que lhe possa cada uma de suas boas ações
render na vida futura, tanto quanto na vida terrena. Nenhum egoísmo, porém, há em querer o homem melhorar-se,
para se aproximar de Deus, pois que é o fim para o qual
devem todos tender.”
898. Sendo a vida corpórea apenas uma estada temporária
neste mundo e devendo o futuro constituir objeto da
nossa principal preocupação, será útil nos esforcemos
por adquirir conhecimentos científicos que só digam
respeito às coisas e às necessidades materiais?
“Sem dúvida. Primeiramente, isso vos põe em condições de auxiliar os vossos irmãos; depois, o vosso Espírito
subirá mais depressa, se já houver progredido em inteligência. Nos intervalos das encarnações, aprendereis numa
hora o que na Terra vos exigiria anos de aprendizado. Nenhum conhecimento é inútil; todos mais ou menos contribuem para o progresso, porque o Espírito, para ser perfeito, tem que saber tudo, e porque, cumprindo que o progresso
se efetue em todos os sentidos, todas as idéias adquiridas
ajudam o desenvolvimento do Espírito.”
899. Qual o mais culpado de dois homens ricos que empregam exclusivamente em gozos pessoais suas riquezas,
tendo um nascido na opulência e desconhecido
sempre a necessidade, devendo o outro ao seu trabalho os bens que possui?
“Aquele que conheceu os sofrimentos, porque sabe o
que é sofrer. A dor, a que nenhum alívio procura dar, ele a
conhece; porém, como freqüentemente sucede, já dela se
não lembra.”
900. Aquele que incessantemente acumula haveres, sem
fazer o bem a quem quer que seja, achará desculpa,
que valha, na circunstância de acumular com o fito de
maior soma legar aos seus herdeiros?
“É um compromisso com a consciência má.”
901. Figuremos dois avarentos, um dos quais nega a si mesmo o necessário e morre de miséria sobre o seu tesouro, ao passo que o segundo só o é para os outros, mostrando-se pródigo para consigo mesmo; enquanto recua
ante o mais ligeiro sacrifício para prestar um serviço ou fazer qualquer coisa útil, nunca julga demasiado o
que despenda para satisfazer aos seus gostos ou às
suas paixões. Peça-se-lhe um obséquio e estará sempre em dificuldade para fazê-lo; imagine, porém, realizar uma fantasia e terá sempre o bastante para isso.
Qual o mais culpado e qual o que se achará em pior
situação no mundo dos Espíritos?
“O que goza, porque é mais egoísta do que avarento. O
outro já recebeu parte do seu castigo.”
902. Será reprovável que cobicemos a riqueza, quando nos
anime o desejo de fazer o bem?
“Tal sentimento é, não há dúvida, louvável, quando
puro. Mas, será sempre bastante desinteressado esse desejo? Não ocultará nenhum intuito de ordem pessoal? Não
será de fazer o bem a si mesmo, em primeiro lugar, que
cogita aquele, em quem tal desejo se manifesta?”
903. Incorre em culpa o homem, por estudar os defeitos
alheios?
“Incorrerá em grande culpa, se o fizer para os criticar e
divulgar, porque será faltar com a caridade. Se o fizer, para
tirar daí proveito, para evitá-los, tal estudo poderá ser-lhe
de alguma utilidade. Importa, porém, não esquecer que a
indulgência para com os defeitos de outrem é uma das virtudes contidas na caridade. Antes de censurardes as imperfeições dos outros, vede se de vós não poderão dizer o
mesmo. Tratai, pois, de possuir as qualidades opostas aos
defeitos que criticais no vosso semelhante. Esse o meio de
vos tornardes superiores a ele. Se lhe censurais o ser avaro, sede generosos; se o ser orgulhoso, sede humildes e
modestos; se o ser áspero, sede brandos; se o proceder com pequenez, sede grandes em todas as vossas ações. Numa
palavra, fazei por maneira que se não vos possam aplicar
estas palavras de Jesus: Vê o argueiro no olho do seu vizinho e não vê a trave no seu próprio.”
904. Incorrerá em culpa aquele que sonda as chagas da
sociedade e as expõe em público?
“Depende do sentimento que o mova. Se o escritor apenas visa produzir escândalo, não faz mais do que proporcionar a si mesmo um gozo pessoal, apresentando quadros
que constituem antes mau do que bom exemplo. O Espírito
aprecia isso, mas pode vir a ser punido por essa espécie de
prazer que encontra em revelar o mal.”
a) — Como, em tal caso, julgar da pureza das intenções
e da sinceridade do escritor?
“Nem sempre há nisso utilidade. Se ele escrever boas
coisas, aproveitai-as. Se proceder mal, é uma questão de
consciência que lhe diz respeito, exclusivamente. Demais,
se o escritor tem empenho em provar a sua sinceridade,
apóie o que disser nos exemplos que dê.”
905. Alguns autores hão publicado belíssimas obras de grande moral, que auxiliam o progresso da Humanidade, das
quais, porém, nenhum proveito tiraram eles. Ser-lhes-á
levado em conta, como Espíritos, o bem a que suas
obras hajam dado lugar?
“A moral sem as ações é o mesmo que a semente sem o
trabalho. De que vos serve a semente, se não a fazeis dar
frutos que vos alimentem? Grave é a culpa desses homens,
porque dispunham de inteligência para compreender. Não praticando as máximas que ofereciam aos outros, renunciaram a colher-lhes os frutos.”
906. Será passível de censura o homem, por ter consciência
do bem que faz e por confessá-lo a si mesmo?
“Pois que pode ter consciência do mal que pratica, do
bem igualmente deve tê-la, a fim de saber se andou bem ou
mal. Pesando todos os seus atos na balança da lei de Deus
e, sobretudo, na da lei de justiça, amor e caridade, é que
poderá dizer a si mesmo se suas obras são boas ou más,
que as poderá aprovar ou desaprovar. Não se lhe pode,
portanto, censurar que reconheça haver triunfado dos maus
pendores e que se sinta satisfeito, desde que de tal não se
envaideça, porque então cairia noutra falta.”
Olá!
Segue nosso estudo de quarta-feira às 19hs.
Livro Cristianismo e Espiritismo
IX - A Nova Revelação. O Espiritismo e a Ciência
Leitura inicial:
26
ABENÇOA E AUXILIA
A vida oferece infalível receita em favor de nossa paz.
Se a incompreensão nos aflige, abençoa e auxilia.
Se a discórdia ameaça, abençoa e auxilia.
Se a dificuldade aparece, abençoa e auxilia.
Se a crítica nos vergasta, abençoa e auxilia.
Se a maldade nos bate à porta, abençoa e auxilia.
Se a irritação nos procura, abençoa e auxilia.
Se o problema se agrava, abençoa e auxilia.
Se o desânimo intenta arrasar-nos, abençoa e auxilia.
Se a injúria nos visita, abençoa e auxilia.
Se a provação surge mais exigente, abençoa e auxilia.
Se o afeto de alguém nos abandona, abençoa e auxilia.
Ainda mesmo nos dias em que a lágrima seja a única presença em nosso coração
para o trabalho a fazer, abençoa e auxilia sempre, porque abençoando e
auxiliando estaremos, em toda a parte, com o auxílio e com a benção de Deus.
Por Bezerra de Menezes
Fonte: Livro Coragem , Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos.
Trecho do estudo:
"Entre as teorias lançadas à circulação para explicar os fenômenos espíritas, a da alucinação ocupa sempre o maior lugar. Perdeu, entretanto, toda a razão de ser, à vista das fotografias de Espíritos obtidas por Aksakof, Crookes, Volpi, Ochorowicz, W Stead e tantos outros. Não se fotografam alucinações.
Os invisíveis não somente impressionaram as placas fotográficas, como também instrumentos de precisão, como os aparelhos Marey; levantam objetos materiais e os decompõem e recompõem; deixam impressões na parafina derretida. Estão aí outras tantas provas contra a teoria da alucinação, quer individual, quer coletiva.
Certos críticos acusam os fenômenos espíritas de vulgaridade, grosseria, trivialidade; consideram-nos ridículos. Essas apreciações provam incompetência. As manifestações não podem ser diferentes do que teriam sido, provindas do mesmo Espírito, quando na Terra. A morte não nos muda e nós somos, na outra vida, exclusivamente o que nós fizemos aqui na Terra. Daí a inferioridade de tantos seres desencarnados.
Por outro lado, essas manifestações grosseiras e triviais têm sua utilidade, porque é o que melhor nos revela a identidade do Espírito. Elas têm convencido inúmeros experimentadores da realidade da sobrevivência; pouco a pouco os levaram a observar, a estudar fenômenos de ordem mais elevada. Porque, como vimos, os fatos se encadeiam e ligam em ordem gradual, em virtude de um plano que parece indicar a ação de um poder, de uma vontade superior, que procura arrancar a Humanidade à sua indiferença e impeli-la para o estudo e a investigação dos seus destinos.
Os fenômenos físicos, mesas falantes, casas mal-assombradas, eram necessários para atrair a atenção dos homens, mas nisso é necessário apenas ver meios preliminares, um encaminhamento para mais elevados domínios do conhecimento.
Por muito tempo foi o Espiritismo considerado coisa ridícula: por muito tempo foram os espíritas achincalhados, escarnecidos, acusados de loucura. Mas, em todos os que se fizeram portadores de uma idéia, de uma força, de uma verdade nova, não aconteceu a mesma coisa? Louco! disseram de Galileu; loucos Giordano Bruno, Galvani, Watt, Palissy, Salomão de Caus!
A senda do progresso é, muitas vezes, ingrata aos inovadores. Tem sido regada por muitas lágrimas e por muito sangue. Aqueles, cujos nomes acabamos de citar, tiveram de abrir caminho através da conspiração dos interesses. Eram desprezados por uns, detestados e perseguidos por outros. Lutaram e sofreram; comparativamente com eles, os que são hoje apenas ridiculizados devem considerar sumamente benigna a sua sorte.
Foi inspirando-se nesses grandes exemplos que os espíritas aprenderam a suportar com paciência os sofrimentos. Uma coisa os tem consolado de todos os sarcasmos: é a certeza de que também são portadores de um benefício, de uma força, de uma luz à Humanidade.
Em cada século a Humanidade retifica suas apreciações. O que parecia grande torna-se pequeno, o que se figurava pequeno se agiganta. Hoje mesmo, já se começa a compreender que o Espiritismo é um dos mais consideráveis acontecimentos dos modernos tempos, uma das mais notáveis formas da evolução do pensamento, o germe de uma das maiores revoluções morais que o mundo terá, porventura, conhecido.
Quaisquer que sejam os motejos de que é objeto, é preciso reconhecer que ao Espiritismo é que a nova ciência psíquica deve o nascimento, porque sem ele, sem o impulso que lhe deu, todas as descobertas que se vinculam a essa ciência não teriam surgido.
No que concerne ao estudo das manifestações dos Espíritos, sentem-se os espíritas em muito boa companhia. Os nomes ilustres de Russell Wallace, de Crookes, Robert Hare, Mapes, Zõllner, Aksakof, Butlerof, Wagner, Flammarion, Myers, Lombroso, têm sido repetidamente citados. Vêem-se também sábios como os professores Barrett, Hyslop, Morselli, Bottazzi, William James, da Universidade de Harvard, Lodge, reitor da Universidade de Birmingham, o professor Richet, o coronel de Rochas, etc., que não consideram indignos deles tais estudos. Que pensar, depois disso, das acusações de ridículo e loucura? Que provam elas senão esta coisa contestadora: que o império da rotina subsiste em certos meios? O homem se inclina, muitíssimas vezes, a julgar os fatos no limite do acanhado horizonte dos seus preconceitos e dos seus conhecimentos. É preciso elevar mais alto, projetar mais longe o olhar e medir a sua fraqueza em face do Universo. Assim se aprenderá a ser modesto, a nada rejeitar nem condenar sem prévio exame.
Tem-se procurado explicar todos os fenômenos do Espiritismo pela sugestão e pela dupla personalidade. Nas experiências, dizem, o médium se sugestiona a si mesmo, ou, ainda, padece a influência dos assistentes.
A sugestão mental, que outra coisa não é senão a transmissão do pensamento, não obstante as dificuldades que apresenta, pode compreender-se e estabelecer-se entre dois cérebros organizados, por exemplo entre o magnetizador e o sensitivo. Pode-se, porém, acreditar que a sugestão opere sobre mesas? Pode-se admitir que objetos inanimados sejam aptos a receber e reproduzir as impressões dos assistentes?
Com essa teoria não se poderiam explicar os casos de identidade, as revelações de fatos, de datas, ignorados do médium e dos circunstantes, as quais se produzem muitíssimas vezes nas experiências, tanto como as manifestações contrárias à vontade de todos os espectadores. Algumas vezes, particularidades absolutamente ignoradas de toda criatura na Terra têm sido reveladas por médiuns e depois averiguadas e reconhecidas exatas. Disso há exemplos notáveis na obra de Aksakof, Animismo e Espiritismo e na de Russell Wallace, O Moderno Espiritualismo, assim como casos de mediunidade verificados em crianças de tenra idade, os quais, do mesmo modo que os precedentes, não poderiam ser explicados pela sugestão.
Segundo os Srs. Pierre Janet e Ferre - e aí está uma explicação de que freqüentemente se servem os adversários do Espiritismo - deve-se comparar um médium escrevente a um sensitivo hipnotizado, ao qual se sugere uma personalidade durante o sono, e que, ao despertar, tem perdido a lembrança dessa sugestão. O sensitivo escreve inconscientemente uma carta, uma narrativa referente a essa pessoa imaginária. Aí está, dizem, a origem de todas as comunicações espíritas.
Todos os que possuem alguma experiência do Espiritismo sabem que essa explicação é inadmissível. Os médiuns, escrevendo de um modo automático, não são previamente mergulhados em sono hipnótico. É no estado de vigília, na plenitude de suas faculdades e do seu eu consciente que os médiuns escrevem, sob o impulso dos Espíritos. Nas experiências do Senhor Janet, há sempre um hipnotizador em ligação magnética com o sensitivo. Não é isso o que se dá nas sessões espíritas; nem o evocador, nem os assistentes atuam sobre o médium; este ignora absolutamente o caráter do Espírito que vai intervir. Muitas vezes mesmo, as perguntas são dirigidas aos Espíritos por incrédulos, mais dispostos a combater a manifestação do que a facilitá-la.
O fenômeno da comunicação gráfica não consiste unicamente no caráter automático do escrito, mas, sobretudo, nas provas inteligentes, nas identidades que testifica. Ora, as experiências do Senhor Janet nada de semelhante fornecem, absolutamente. As comunicações sugeridas aos sensitivos hipnotizados são sempre de acabrunhadora banalidade, ao passo que as mensagens dos Espíritos contêm, muitas vezes, indicações, revelações que se relacionam com a vida presente e passada de seres que na Terra conhecemos, que foram nossos amigos ou parentes, particularidades ignoradas do médium e que revestem cunho de certeza que os distingue, absolutamente, das experiências de hipnotismo.
Não se conseguiria, mediante a sugestão, fazer escreverem analfabetos, obter, por meio de um velador, poesias como as que recolheram o Senhor Jaubert, presidente do Tribunal de Carcassone e que obtiveram prêmios nos jogos florais de Tolosa. Nem por esse meio se poderia, igualmente, provocar a aparição de mãos, de formas humanas, nem ainda a escrita em ardósias trazidas por observadores que não as largaram um momento.
É preciso recordar que a doutrina dos Espíritos foi constituída mediante numerosas comunicações, obtidas por médiuns escreventes, aos quais eram absolutamente estranhos tais ensinos. Quase todos haviam sido embalados em sua infância pelos ensinos das igrejas, pelas idéias de inferno e paraíso. Suas convicções religiosas, as noções que sobre a vida futura possuíam, estavam em flagrante oposição com as opiniões expostas pelos Espíritos. Neles não havia idéia alguma preconcebida da reencarnação, nem das vidas sucessivas da alma, nem da verdadeira situação do Espírito depois da morte, coisas essas expostas nas comunicações obtidas. Há nisso uma objeção irrefutável à teoria da sugestão; a realidade objetiva das comunicações ressalta com tanto mais vigor, quanto os médiuns não se achavam de modo algum preparados, pela sua educação e por suas opiniões pessoais, para as concepções transmitidas pelos Espíritos.
É evidente que, no meio da enorme quantidade de fatos espíritas atualmente registrados, muitos há medíocres e pouco concludentes, outros que podem ser explicados pela sugestão ou pela exteriorização do sensitivo. Em certos grupos espíritas, são as pessoas levadas a tudo aceitar como procedente dos Espíritos e não põem convenientemente de parte os fenômenos duvidosos. Por muito ampla, porém, que seja a parte atribuída a estes, resta um imponente conjunto de manifestações inexplicáveis pela sugestão, pelo inconsciente, pela alucinação e por outras análogas teorias.
Os críticos procedem sempre de modo uniforme a respeito do Espiritismo. Não se ocupam senão de um gênero especial de fenômenos e afastam propositadamente da discussão tudo o que não podem compreender nem refutar. Desde que acreditam haver encontrado a explicação de alguns fatos insulados, apressam-se a concluir pelo absurdo do conjunto. Ora, quase sempre a sua explicação é inexata e deixam na penumbra as provas mais flagrantes da existência dos Espíritos e da sua intervenção nas coisas humanas.
Outra teoria, muitas vezes invocada pelos contraditores da idéia espírita, é a do inconsciente, ou do ego inconsciente. A ela se reportam numerosos sistemas, obscuros e complicados.
Segundo essa teoria, dois seres co-existiriam em nós: um consciente, que se conhece e se possui; outro inconsciente, que a si próprio se ignora, como é por nós ignorado e que, todavia, possui faculdades superiores às nossas, pois que lhe são atribuídos todos os fenômenos do magnetismo e do Espiritismo; e não somente haveria um segundo nós mesmos, mas um terceiro, um quarto e mais até, porque certos teóricos admitem no homem a existência de grande número de personalidades, de consciências diferentes. Esse sistema é conhecido sob o nome de policonsciência.
Conforme demonstrou o Sr. Charles Richet no seu livro O homem e a inteligência, o sonambulismo provocado, o que se denomina a dupla personalidade representa, simplesmente, os diversos estados de uma única e mesma personalidade. Assim também o inconsciente não é mais que uma forma da memória, o despertar em nós de lembranças, de faculdades, de capacidades adormecidas. Os teoristas do inconsciente pretendem, por esse meio, combater o maravilhoso e inventam um sistema ainda mais fantástico e complicado do que tudo o que colimam. Não só a sua teoria é ininteligível, mas não explica absolutamente os fenômenos espíritas, porque não se pode compreender como o inconsciente produziria formas de finados, comunicações inteligentes por meio de sons ou de pancadas e todos os fatos outros atestados por experimentadores de todos os países."