10/08/2020

 Olá!

Segue nosso estudo de segunda-feira às 16:30 h.
Médiuns e mediunidades
Capítulo X
Objetivo da Mediunidade



Leitura inicial:

VIII 

Vive sempre em paz. Uma consciência tranquila, que não traz remorsos de atos passados, nem teme ações futuras, gera harmonia. Nada de fora perturba um coração tranquilo, que pulsa ao compasso do dever retamente cumprido. A paz merece todo o teu esforço para consegui-la.

Fonte: livro Vida feliz, Divaldo Franco , pelo Espírito Joanna de Ângelis

Trecho do estudo:

Qual ocorre com qualquer faculdade orgânica ou intelecto-moral, a mediunidade, desvestida de mitos e tabus, exige cuidados especiais e competente educação. Possivelmente, requer maior soma de zelos e atenções, por proceder do Espírito, portadora de requisitos especiais e cuja finalidade elevada impõe providências específicas. 

Possuidora de um campo de ação muito vasto, expande-se na razão direta em que é exercitada com disciplina, quão se apequena e desaparece quando deixada ao abandono, podendo, não raro, transformar-se em veículo de perturbação e prejuízo. 

Instrumento programado para o serviço do amor e do esclarecimento da criatura humana, e, pois, consequentemente, da Humanidade, faculta o intercâmbio com os seres espirituais que comprovam a sua sobrevivência à morte, fazendo-se identificar, sem margem a dúvidas, propiciando uma revolução ético-comportamental relevante e demonstrando a legitimidade de todas as crenças religiosas no que tange ao futuro espiritual das criaturas. 

Por essa mesma razão, a fim de que possa atingir os objetivos nobres para os quais existe, merece e necessita de atenções contínuas, desde a conduta moral do homem que a possui, como dos recursos que lhe devem ser aplicados, no que diz respeito ao estudo do seu mecanismo, tanto quanto da sua educação e flexibilidade. Certamente, pode apresentar-se espontânea e generalizada em pessoas boas ou más, cultas ou ignorantes, por ser, também, de natureza orgânica, todavia, para tornar-se digna de crédito e respeito, faz-se credora de compreensível educação, graças à qual se lhe desdobram as possibilidades que dormem inatas aguardando ensejo para manifestar-se. 

A mediunidade é um compromisso grave para o indivíduo, que responderá à consciência pelo uso que lhe conferir, como sucede com as faculdades morais que o credenciam à felicidade ou à desdita, como decorrência da aplicação dos seus valores. 

Despida de atavios e de crendices, a faculdade mediúnica propicia imensa área de serviço iluminativo, conclamando pessoas sérias e interessadas à conscientização dos objetivos da vida. 

A proliferação dos médiuns e a multiplicação de células dedicadas ao exercício das forças mediúnicas têm tornado comum a aceitação da faculdade, e certa faixa de simpatia ora a envolve, permitindo, por outro lado, que a vacuidade e a vulgarização trabalhem em prejuízo dos fins e meios de aplicação de que se reveste. 

Lentamente, a modéstia e a humildade, a discrição e a simplicidade dos médiuns, o recolhimento e o trabalho incessante vão cedendo lugar ao estrelismo e às disputas estéreis por promoção de nomes pessoais e de entidades, num campeonato de insensatez lamentável sob todos os aspectos considerados. 

A pressa pela divulgação pessoal, em detrimento do zelo pelo conteúdo das mensagens, vem transformando núcleos de atividade mediúnica em palcos de exibição, em veículos para atendimento de interesses escusos, de simonia, de frivolidade... 

Os Espíritos nobres não se submetem aos caprichos dos médiuns e das pessoas frívolas interessadas nos jogos vazios do personalismo perturbador, cedendo lugar aos vulgares e irresponsáveis quais os próprios medianeiros, realizando fenômenos de sintonia que os candidatam a obsessões sutis a princípio, a caminho de lamentáveis processos irreversíveis e dolorosos... 

Nenhum médium é, em consequência, perfeito e irretocável, isento da influenciação dos maus Espíritos como dos perturbadores, que povoam a erraticidade e lhes constituem provas ao orgulho e à vaidade, demonstrando a fragilidade humana, que é inerente à qualidade do ser falível em processo de evolução na Terra. 

O exercício consciente e cuidadoso, enobrecido e dirigido para o bem, proporciona ao médium os tesouros da alegria interior que decorrem da convivência salutar com os seus guias espirituais interessados no seu progresso e realização. 

Da mesma forma, experimenta crescer o círculo da afetividade além das fronteiras físicas, pelo fato de os Espíritos que com ele se comunicam envolverem-no em carinhosa proteção, aumentando o número de entidades que se lhe tornam simpáticas e agradecidas pelo ministério desenvolvido. A educação das forças mediúnicas é de demorado curso, porquanto, à medida que a sensibilidade se apura, mais se amplia a capacidade de registro e de percepção extrafísica. 

O médium, desse modo, responsável, no desdobramento das atividades a que se dedica, no setor em que se especializa, vai-se despojando dos grilhões terrenos e projetando-se na direção da vida imortal, superando os limites orgânicos e vendo crescer os horizontes iluminados do mundo maior que o fascina e enternece. 

A mediunidade, portanto, em breve, na Terra, facultará aos homens a visão segura da sua imortalidade, proporcionando-lhes encarar a morte e o seu destino com naturalidade e paz. Oxalá, próximos estejam esses dias e saibamos, Espíritos e homens, utilizar-nos corretamente da divina concessão, mediante cujo uso nos tornaremos uma só família, que já o somos, embora aparentemente separados pela cortina vibratória  do corpo físico.





 Olá!

Segue nosso estudo de segunda-feira às 15 h.
O Evangelho Segundo O Espiritismo
itens 18 e 19 
Para pedir a corrigenda de um defeito



Leitura inicial:

128 
Não rejeites a confiança 

 “Não rejeiteis; pois, a vossa confiança, que tem grande e  avultado galardão.”  
Paulo (Hebreus, 10:35)  

Não lances fora a confiança que te alimenta o coração. Muitas vezes, o progresso aparente dos ímpios desencoraja o fervor  das almas tíbias. 
A virtude vacilante recua ante o vício que parece vitorioso. Confrange-­se o crente frágil, perante o malfeitor que se destaca, aureolado  de louros.Todavia, se aceitamos Jesus por nosso Divino Mestre, é preciso receber o  mundo por nosso educandário. 
E a escola nos revela que a romagem carnal é simples estágio do espírito no  campo imenso da vida. Todos os séculos tiveram soberanos dominadores. Muitos se erigiram em pedestais de ouro e poder, ao preço do sangue e das lágrimas dos seus contemporâneos. Muitos ganharam batalhas de ódio. Outros monopolizaram o pão. 
Alguns comandaram a vida política. Outros adquiriram o temor popular. 
Entretanto, passaram todos... Por prêmio terrestre às laboriosas empresas a que se consagraram, receberam apenas o sepulcro faustoso em que sobressaem na casa fria da morte. 
Não rejeites a fé porque a passagem educativa pela Terra te imponha à visão aflitivos quadros no jogo das convenções humanas. Lembra-­te da imortalidade — nossa divina herança!  Por onde fores, conduze tua alma como fonte preciosa de compreensão e serviço! Onde estiveres, sê generoso, otimista e diligente no bem!  A carne é apenas tua veste. 
Luta e aprimora-­te, trabalha e realiza com o Cristo, e aguarda, confiante, o  futuro, na certeza de que a vida de hoje te espera, sempre justiceira, amanhã.

Fonte: Livro Fonte Viva, Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel


Trecho do estudo:

18. Prefácio. Os nossos maus instintos resultam da imperfeição do nosso próprio Espírito, e não da nossa organização física; a não ser assim, o homem se acharia isento de toda espécie de responsabilidade. De nós depende a nossa melhoria, pois todo aquele que se acha no gozo de suas faculdades tem, com relação a todas as coisas, a liberdade de fazer ou de não fazer. Para praticar o bem, de nada mais precisa senão do querer. (Cap. XV, item 10; cap. XIX, item 12.)

19. Prece. – Deste-me, ó meu Deus, a inteligência necessária a distinguir o que é bem do que é mal. Ora, do momento em que reconheço que uma coisa é do mal, torno-me culpado, se não me esforçar por lhe resistir. Preserva-me do orgulho que me poderia impedir de perceber os meus defeitos e dos maus Espíritos que me possam incitar a perseverar neles. 

Entre as minhas imperfeições, reconheço que sou particularmente propenso a...; e, se não resisto a esse pendor, é porque contraí o hábito de a ele ceder. Não me criaste culpado, pois que és justo, mas com igual aptidão para o bem e para o mal; se tomei o mau caminho, foi por efeito do meu livre-arbítrio. Todavia, pela mesma razão que tive a liberdade de fazer o mal, tenho a de fazer o bem e, conseguintemente, a de mudar de caminho. 

Meus atuais defeitos são restos das imperfeições que conservei das minhas precedentes existências; são o meu pecado original, de que me posso libertar pela ação da minha vontade e com a ajuda dos Espíritos bons. Bons Espíritos que me protegeis, e sobretudo tu, meu anjo da guarda, dai-me forças para resistir às más sugestões e para sair vitorioso da luta. 

Os defeitos são barreiras que nos separam de Deus e cada um que eu suprima será um passo dado na senda do progresso que dele me há de aproximar. 

O Senhor, em sua infinita misericórdia, houve por bem conceder-me a existência atual, para que servisse ao meu adiantamento. Bons Espíritos, ajudai-me a aproveitá-la, para que me não fique perdida e para que, quando ao Senhor aprouver ma retirar, eu dela saia melhor do que entrei. (Cap. V, item 5; cap. XVII, item 3.)


07/08/2020

Excesso e Você

Olá!

 Segue nosso estudo de sexta-feira às 20 h.

Livro O Espírito da Verdade

Capítulo 2 – Excesso e Você





Leitura Inicial:

Caridade

Caridade é , sobretudo, amizade. 

Para o faminto - é o prato de sopa.

Para o triste - é a palavra consoladora.

Para o mau - é a paciência com que nos compete auxiliá-lo

Para o desesperado - é o auxílio do coração.

Para o ignorante - é o ensino despretensioso.

Para o ingrato - é o esquecimento.

Para o enfermo - é a visita pessoal.

Para o estudante - é o concurso no aprendizado.

Para a criança - é a proteção construtiva.

Para o velho - é o braço irmão.

Para o inimigo - é o silêncio.

Para o amigo - é o estímulo.

Para o transviado - é o entendimento.

Para o orgulhoso - é a humildade.

Para o colérico - é a calma.

Para o preguiçoso - é o trabalho.

Para o impulsivo - é a serenidade.

Para o leviano - é a tolerância.

Para o deserdado da Terra - é a expressão de carinho.

CARIDADE é o AMOR, em manifestação incessante e crescente. É o sol de mil faces, brilhando para todos, e o gênio de mil mãos, amparando, indistintamente, na obra do bem, onde quer que se encontre, entre justos e injustos, bons e maus, felizes e infelizes, porque, onde estiver o Espírito do Senhor aí se derrama a claridade constante dela, a benefício do mundo inteiro. 

 “Viajor” - Espírito Emmanuel - Psicografia de Chico Xavier.



*  *  * 


2
Excesso e você

Cap. XIII – Item 10

Amigo, Espiritismo é caridade em movimento.

Não converta o próprio lar em museu.

Utensílio inútil em casa será utilidade na casa alheia.

O desapego começa das pequeninas coisas, e o objeto conservado, sem aplicação no recesso da moradia, explora os sentimentos do morador.

A verdadeira morte começa na estagnação.

Quem faz circular os empréstimos de Deus, renova o próprio caminho.

Transfigure os apetrechos, que lhes sejam inúteis, em forças vivas do bem.

Retirem da despensa os gêneros alimentícios, que descansam esquecidos, para a distribuição fraterna aos companheiros de estômago atormentado.

Reviste o guarda-roupa, libertando os cabides das vestes que você não usa, conduzindo-as aos viajores desnudos da estrada.

Estenda os pares de sapatos, que lhes sobram, aos pés descalços que transitam em derredor.

Elimine do mobiliário as peças excedentes, aumentando a alegria das habitações menos felizes.

Revolva os guardados em gavetas ou porões, dando aplicação aos objetos parados de seu uso pessoal.

Transforme em patrimônio alheio os livros empoeirados que você não consulta, endereçando-os ao leitor sem recursos.

Examine a bolsa, dando um pouco mais que os simples compromissos da fraternidade, mostrando gratidão pelos acréscimos da Divina Misericórdia que você recebe.

Ofereça ao irmão comum alguma relíquia ou lembrança afetiva de parentes e amigos, ora na Pátria Espiritual, enviando aos que partiram maior contentamento com tal gesto.

Renovemos a vida constantemente, cada ano, cada mês, cada dia...]

Previna-se hoje contra o remorso de amanhã.

O excesso de nossa vida cria a necessidade do semelhante.

Ajude a casa de assistência coletiva.

Divulgue o livro nobre.

Medique os enfermos.

Aplaque a fome alheia.

Enxugue lágrimas.

Socorra feridas.

Quando buscamos a intimidade do Senhor, os valores mumificados em nossas mãos ressurgem nas mãos dos outros, em exaltação de amor e luz para todas as criaturas de Deus.

 Espírito André Luiz



 Olá!


Segue nosso estudo de sexta-feira às 19 h.
Livro Ação e Reação  
Capítulo 20 - Comovente Surpresa


Leitura inicial:

Vida Feliz
188

Nunca te omitas ante a tarefa de auxiliar.
Não somente com o dinheiro, a posição social relevante, o poder que se dispõe de
recursos para ajudar.
A palavra gentil é geradora de estímulos e valores que logram resultados preciosos.
O verbo tem erguido civilizações, como levado multidões à guerra, à destruição.
Usa a palavra para socorrer, emulando as pessoas caídas a levantar-se, os que dormem a
despertar, os errados a corrigir-se, os agressivos a acalmar-se.
Fala com elevação e bondade, tornando-te o microfone fiel a serviço do bem.

Fonte: Livro Vida feliz, Psicografia de Divaldo Pereira Franco, 
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis

Trecho do estudo:

Durante três anos estivemos quase que diariamente na “Mansão Paz”, estudando lições
preciosas e aprendendo a servir.
Ali, ao pé de Druso, na comunhão fraternal de Silas e junto de outros amigos prestimosos,
recolhemos experiências e apontamentos sublimes.
Em verdade, o sofrimento, naquele pouso castigado de extrema luta, era a nota constante
em todas as direções.
Muitas vezes, a casa tremia nos alicerces sob convulsões magnéticas indescritíveis,
noutras ocasiões, sob o ataque de legiões ferozes, assemelhava-se a fortaleza, em regime de
sítio inquietante, que só a Misericórdia Divina poderia salvar.
Todavia, em quaisquer emergências, Druso convocava-nos a todos à oração e nossas
preces nunca ficaram sem resposta. Suprimentos e recursos, diretrizes e bálsamos, fluíam
invariavelmente dos Planos Superiores, amparando-nos a necessidade ou subtraindo-nos a
indecisão.
O orientador da casa constituía para nós o mais elevado padrão de intangibilidade moral,
não obstante a humildade com que pautava todas as atitudes.
Nunca lhe surpreendemos o mínimo gesto em desacordo com o nobre e extenso mandato
de que dispunha. Sabia ser firme sem rispidez, justo sem parcialidade, bondoso sem fraqueza.
Valorizava não apenas o conselho dos grandes Espíritos que nos visitavam o Cenáculo, mas
também os votos humildes dos míseros sofredores que nos batiam à porta. Mantinha amorosa
reverência diante dos supervisores da Mansão, a cujos avisos atendia, presto, tanto quanto
mostrava o melhor carinho no desvelo incessante em favor dos infelizes que nos rogavam
concurso e entendimento. Desdobrava-se. Não se circunscrevia ao venerável mister do
administrador central, a quem devíamos homenagem constante. Era o conselheiro devotado de
todos os assessores, o médico dos internados, o mentor das expedições e o enfermeiro tolerante
e simples, sempre que as circunstâncias o exigissem.
Contudo, onde lhe notávamos a mais impressionante assiduidade era justamente à
cabeceira dos desditosos irmãos, recolhidos nos tenebrosos desfiladeiros em que se situava a
instituição.
Noite a noite, sempre que desejássemos, podíamos acompanhar-lhe os serviços
magnéticos, junto de Silas, identificando criaturas infortunadas que, a se desvairarem nas
sombras, haviam perdido a noção de si mesmas, dementadas pela viciação ou transtornadas pelo
próprio desespero.
Era sempre doloroso encarar os companheiros disformes e irreconhecíveis que a
flagelação mental ensandecera.
Por mais de uma vez, Hilário e eu desfizéramo-nos em pranto, à frente daquelas torvas
fisionomias que o extremo desequilíbrio imobilizava em terrível prostração ou amotinava em
crises de loucura.
Druso, porém, inclinava-se sobre todos os infelizes, sempre com a mesma ternura. Depois
da oração costumeira, articulava operações magnéticas assistenciais e, logo após, com a devida
segurança, interrogava os recém-recolhidos, enquanto fixávamos anotações diversas, atinentes à
colaboração que nos cabia desenvolver.
Duas, três, quatro horas despendia ele, pessoalmente, cada noite, no trabalho socorrista
que considerava sagrado, sem que nenhum dos companheiros encontrasse a menor
oportunidade de substituí-lo. À exceção dele, todos nos revezávamos na cooperação solicitada ou
espontânea, no serviço de amparo e consulta aos irmãos que o mergulho indiscriminado nas
sombras havia enlouquecido.

Foi assim que, certa noite para nós inesquecível, pobre mulher cadaverizada foi trazida
pelos enfermeiros à sala de nossas atividades habituais para o socorro necessário.
O corpo seviciado, que imundos trapos mal cobriam, as mãos cujos dedos terminavam em
forma de garras e o semblante completamente alterado por terrível hipertrofia falavam sem
palavras dos longos tormentos de que fora vítima.
Embora preliminarmente atendida pela enfermagem da Mansão, a infortunada criatura
exalava nauseante bafio.
Druso, no entanto, qual acontecia noutros casos, afagava-lhe a fronte com paternal
carinho.
Finda a prece com que assinalava o início da tarefa assistencial, começou a aplicação de
passes, acordando-lhe as energias. Em seguida, notando que fundos gemidos se lhe
exteriorizavam do peito, o abnegado amigo concentrou os seus potenciais de força magnética no
cérebro da infeliz, que começou a mover-se, subitamente reanimada.